As memórias auditivas
Ângela Marques Jornalista
04 de dezembro de 2021

As memórias auditivas

Foi só esta semana que, pela primeira vez em quase dois anos, tive de fazer uma viagem de metro.

Não há nada como um café moído na hora, pensava eu quando as vi chegar, mais quentes que a base da minha cafeteira italiana (as más notícias realmente não correm depressa, galopam). As últimas, resumindo, eram que, no intervalo, o jogo estava assim: até o árbitro lá em cima apitar, as vacinas podem ser derrotadas, pode haver um empate técnico entre a nossa capacidade de nos isolarmos e o número de aviões que queremos apanhar e aparentemente quem está mais perto da vitória é uma nova mutação (ou 30) do vírus que, arredondado, é o Satanás.

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