ZP Fafe:  o mestre da inquietação
Alexandre Pais
20 de janeiro de 2016

ZP Fafe: o mestre da inquietação

A verdade é que se as boas práticas de gestão tivessem chegado mais cedo, muitos títulos não teriam encerrado

No Verão de 2000, quando enviei a repórter Filomena Araújo para Barrancos, à procura da família do Zé Maria – o cromo que fez o sucesso do primeiro Big Brother e com ele o da TVI – tomei a decisão que daria mais dez anos de publicação ao diário 24horas, que agonizava então, com vendas de 10 mil exemplares. Mas não o fiz por inspiração divina, limitei-me a pensar no que faria no meu lugar o José Paulo Fafe, um génio do jornalismo com quem tive o privilégio de trabalhar.

José Paulo Fafe, 54 anos, trabalha hoje na área do marketing político 

Nas páginas 51 a 53 desta edição, recordamos a extraordinária reportagem da primeira série da Sábado, conduzida pelo Fafe – ou pelo subchefe Freitas, o polícia que tratou da segurança do ministro Almeida Ferreira na sua incrível e divertida deambulação pelo País.

Filho do embaixador Fernandes-Fafe, excelente em relações públicas, ágil na escrita, amigo do seu amigo, marketeer e mestre da inquietação permanente, o Zé Paulo cometeu a proeza de dirigir – por cima do director! – o semanário Tal&Qual na sua melhor fase do final do século 20, com trabalhos inovadores que fizeram história. Para mim, foi também decisivo: só com ele, que ainda para mais me apoiou quando a chuva era intensa, concluí o mestrado e fiquei pronto.

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