Tragédias que me marcaram
Alexandre Pais
14 de dezembro de 2016

Tragédias que me marcaram

“A tragédia da morte consiste em que ela transforma a vida em destino” – André Malraux, escritor francês, 1901-1976

A queda do avião que vitimou há dias quase toda a equipa brasileira da Chapecoense, na Colômbia, fez-nos recordar tragédias idênticas com outras representações futebolísticas. De todas, aponto agora as duas que mais me impressionaram.



A primeira não a vivi mas passei largos anos a ouvir o meu pai lembrá-la: foi a da aniquilação total de uma fabulosa equipa do Torino – por isso conhecida por Grande Torino, pentacampeã de Itália na década de 40 – que viera a Lisboa jogar, e perder (4-3), com o Benfica. No regresso a Turim, em 4 de maio de 1949, e perante condições de tempo bastante adversas, o Fiat G.212 em que viajavam despenhou-se contra um muro da basílica de Superga, perto do aeroporto onde deveria aterrar, e vitimou os 31 passageiros.

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