Os opostos atraem-se?
A questão é justamente saber se as diferenças que se encontram – os casais podem diferir em características de personalidade, altura ou ritmos de sono – são mais a regra ou a exceção.
A ideia de que “os opostos se atraem” nas relações interpessoais e particularmente nas relações românticas é muito comum na cultura popular. A ciência tem mostrado que, no mínimo, a realidade é mais complexa e que aquela ideia poderá ser mesmo um mito. Por exemplo, uma meta-análise publicada na Nature Human Behaviour revela que os casais tendem a ser surpreendentemente semelhantes em diversas questões, como as opiniões políticas, o nível de qualificação, os hábitos de consumo e até padrões de comportamento.
Mais do que uma coincidência, estas semelhanças parecem ser fruto de uma espécie de construção de nicho, como revelam outros estudos. Isto é, tendemo-nos a envolver ou escolher parceiros (e mesmo amigos) que têm semelhanças connosco. Esta escolha inicial e reforçada ao longo do tempo pode ser explicada por fatores como a partilha de contextos sociais, culturais e educativos, que facilitam o encontro entre pessoas com valores e hábitos alinhados.
Evidentemente, isto não quer dizer que seja sempre assim ou que essas regras estejam escritas em pedra – a vantagem da ciência é justamente podermos evoluir pelo teste das teorias. Mas trata-se de resultados que têm sido encontrados e configuram padrões. E a questão é justamente saber se as diferenças que se encontram – os casais podem diferir em características de personalidade, altura ou ritmos de sono – são mais a regra ou a exceção.
Num tempo em que se debate a diversidade e a complementaridade, estes dados levantam questões pertinentes sobre o que realmente sustenta um relacionamento duradouro. A resposta parece passar pela ideia da partilha de um terreno comum. Depois das montras decoradas com corações e propostas de jantares românticos, típicas do passado dia de São Valentim, mas também pensando no mundo polarizado em que vivemos, fica a reflexão: pelos vistos, tanto na vida social e política, como na pessoal, criar e preservar um terreno comum e de partilha continua a ser a questão essencial.
A crise da habitação (também) é uma crise de saúde mental
A perspetiva de vulnerabilidade que está associada à possibilidade contínua de não ter onde viver não é propriamente o melhor cenário para o otimismo ou a segurança necessária para enfrentar os desafios da vida.
As pessoas mudam?
Durante décadas, predominou a visão de que a personalidade era praticamente imutável a partir de certa idade, especialmente após a juventude. Na verdade, o cenário é mais complexo.
Os opostos atraem-se?
A questão é justamente saber se as diferenças que se encontram – os casais podem diferir em características de personalidade, altura ou ritmos de sono – são mais a regra ou a exceção.
Quando a água baixar
É nestas ocasiões que os primeiros socorros psicológicos têm muito valor, avaliando a condição de cada pessoa e as suas necessidades imediatas, evitando que as pessoas se desorganizem e promovendo maior funcionalidade.
A indústria da zanga
Ser anti qualquer coisa é uma tática conhecida e a mobilização é frequentemente superior quando há circunstâncias de contexto que favorecem o ressentimento, a zanga ou a revolta. Se estamos zangados com algo, estamos mais ativados e propensos para certo comportamento.
Edições do Dia
Boas leituras!