Paulinho, cada vez que elevar Castro e castristas, ri-se do mar das Caraíbas, tingido de vermelho e do sangue dos camaradas que não quiserem ser camaradas.
Quem vai celebrar o centenário de nascimento de um assassino morto ou vivo não é flor respirável. Fuzilamentos sumários, só para começar o esboço dessa Cuba Libre só no copo. A supressão de liberdade caracterizada por uma verdadeira e triste rotina, é principal. Na sepultada União Soviética vivia-se a mesma miséria civilizacional e, por conseguinte, não é de estranhar os abraços que o partido comunista português deu e dá a Fidel de Castro e à sua corte. A consideração alarga-se a Putin, glúten do mesmo saco. A proibição de partidos políticos alternativos, sindicatos independentes e jornais livres, mantendo o controlo total do Estado sobre a sociedade, também não incomoda o secretário-geral do PCP. O homem, que faria um século em agosto, mandou construir campos de trabalho forçado e criou unidades militares de ajuda à produção nos anos 1960, onde a ditadura depositava opositores, homossexuais e religiosos, gente que o aniversariante considerava fraquinha para serem revolucionários. Não toca o ciático de Paulo Raimundo. Aliás, o curriculum que ronda a figura Fidel de Castro resume-se a boatos da reação. Aspirinas, senhores, tomem.
Recebido pelo presidente de Cuba, outra grande figura de cera, o deputado comunista voou de Lisboa a Havana para participar no I Colóquio Internacional: "Fidel: Legado e Futuro". Pelo título é canja perceber o problema sério de visão. Na sua intervenção no colóquio, o secretário-geral do PCP mostrou a falta que os óculos lhe fazem: Fidel é futuro porque a sua obra e a sua prática trazem pistas para encontrar as respostas que são hoje necessárias. São, são. Que sofrem de teimosia aguda e que ouvem tanto como as paredes, já se sabia destas características comunistas. Piorou. A mirrarem, atingem o patamar incompatível com a vida. Apoia regimes bárbaros, autocratas, tiranos. Paulinho, cada vez que elevar Castro e castristas, ri-se do mar das Caraíbas, tingido de vermelho e do sangue dos camaradas que não quiserem ser camaradas.
Em 2028, o PCP, se ainda existir, vai juntar-se certamente às celebrações dos cem anos da existência de Ernesto Guevara, já menos pintado em camisolas e ninfa de festivais decrépitos. O alcunhado e preconceituoso Che, em simbiose com a ideologia do regime cubano, via, sem olhos, a homossexualidade como um vício burguês e uma contra-revolução, uma fraqueza e um reflexo da decadência capitalista. Ide apanhar ar na moleira.
Cuba Libre sem liberdade: a viagem de parabéns à ditadura
Paulinho, cada vez que elevar Castro e castristas, ri-se do mar das Caraíbas, tingido de vermelho e do sangue dos camaradas que não quiserem ser camaradas.
Há famosíssimo (?) que aproveita a nega que deu para agora abrir o altifalante. Não foi, não foi. A sua tanta falta sentiu-se como um bikini na Sibéria.
O ministro da Administração Interna meteu água e sofre de um defeito terrível, que pode ser letal para quem não anda na vida pública e na política de trotineta: insensatez.
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