Sábado – Pense por si

Miriam Assor
Miriam Assor
22 de agosto de 2026 às 08:00

Cuba Libre sem liberdade: a viagem de parabéns à ditadura

Paulinho, cada vez que elevar Castro e castristas, ri-se do mar das Caraíbas, tingido de vermelho e do sangue dos camaradas que não quiserem ser camaradas.

Quem vai celebrar o centenário de nascimento de um assassino morto ou vivo não é flor respirável. Fuzilamentos sumários, só para começar o esboço dessa Cuba Libre só no copo. A supressão de liberdade caracterizada por uma verdadeira e triste rotina, é principal. Na sepultada União Soviética vivia-se a mesma miséria civilizacional e, por conseguinte, não é de estranhar os abraços que o partido comunista português deu e dá a Fidel de Castro e à sua corte. A consideração alarga-se a Putin, glúten do mesmo saco. A proibição de partidos políticos alternativos, sindicatos independentes e jornais livres, mantendo o controlo total do Estado sobre a sociedade, também não incomoda o secretário-geral do PCP. O homem, que faria um século em agosto, mandou construir campos de trabalho forçado e criou unidades militares de ajuda à produção nos anos 1960, onde a ditadura depositava opositores, homossexuais e religiosos, gente que o aniversariante considerava fraquinha para serem revolucionários. Não toca o ciático de Paulo Raimundo. Aliás, o curriculum que ronda a figura Fidel de Castro resume-se a boatos da reação. Aspirinas, senhores, tomem.

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