Os chás que matam
Dominou o mundo do futebol com a Olivedesportos e depois apostou nos media: esta semana, abordamos a ascensão e queda de Joaquim Oliveira. E contamos-lhe como o candidato à Câmara de Lisboa Carlos Moedas sofreu com as perguntas da SÁBADO - um treino para os frente-a-frente com Medina.
Apesar da elevada dívida junto do Novo Banco, Joaquim Oliveira passou ao lado da comissão parlamentar de inquérito. Em 2019, um tribunal declarou a falência da Controlinveste SGPS, cujo passivo ascendia aos 750 milhões de euros, mas o antigo dono do Jornal de Notícias, Diário de Notícias e TSF continua - como constatou o subdiretor Carlos Rodrigues Lima - a manter os mesmos hábitos: golfe, bons restaurantes e o indispensável charuto. Se a Controlinveste foi um mau negócio, a entrada no mundo das apostas online terá rendido 50 milhões de euros. Nos últimos meses, a SÁBADO recolheu vários documentos sobre os negócios do empresário com o antigo Banco Espírito Santo e como chegou a acordo para limpar as dívidas.
Uma entrevista-treino
À saída da entrevista, Carlos Moedas cruzou-se nos corredores da Cofina com uma conhecida que o cumprimentou bem-disposta e perguntou, “então, tudo bem?” O candidato à Câmara de Lisboa, acabado de sair do estúdio, respondeu: “Sim, tudo bem.” E logo em seguida corrigiu: “Bem, quer dizer, podia estar melhor” – numa referência à entrevista, mas com uma gargalhada bem-disposta. A entrevista, feita pelas jornalistas Maria Henrique Espada e Margarida Davim, foi dura, mas em 70 minutos o candidato nunca perdeu a fleuma. Na verdade, Moedas está já em treinos para os frente-a-frente com Fernando Medina, que sabe determinantes. Diz que não tem a carreira só de política do adversário – só lá chegou aos 41 anos –, mas há truques do ofício que já aprendeu, como o de, ao cruzar os braços para a foto, deixar as mãos sobre o braço, e não sob, para não parecer que tem o braço “cortado”. Os detalhes contam.Os suplementos milagrosos
Falar com médicos especialistas em doenças do fígado sobre suplementos alimentares que se apresentam como chás, comprimidos e cápsulas é tocar numa ferida aberta que não sara ao longos dos anos. Alguns testemunharam à jornalista Susana Lúcio o sofrimento de doentes que estiveram à beira da morte e outros que não conseguiram salvar por causa de chás e cápsulas que se vendem nos supermercados e farmácias e, como não são medicamentos, não são regulados pelo Infarmed. “Eu informei a Direção-Geral da Alimentação e Veterinária para o caso daquela rapariga que morreu por ter tomado um chá para emagrecer”, contou a hepatologista do Hospital Garcia de Orta, Cristina Fonseca. E a resposta? “Apenas disseram que iam informar a marca do produto.”
Uma viagem pelas ilhas espanholas
Um percurso de navio que quase acabou mais cedo - os jornalistas distraíram-se a fotografar uma praia; o atribulado regresso ao bairro do Talude; e as entrevistas interrompidas por colecionadores de cromos do Mundial
A esquadra dos horrores
Os depoimentos das vítimas e os vídeos que mostram a tortura na esquadra do Rato, em Lisboa. E ainda: entrevistas a Moita Flores (tem novo livro) e Marisa Liz (novo disco) e os seguros para cães e gatos.
Passeios e corridas para todos
As muitas caminhadas obrigaram a vestir casacos improvisados para enfrentar o frio; houve uma espera - de poucos minutos - pela nova roupa de Teresinha Landeiro; e muitas dúvidas nas datas do caso Sócrates, o processo mais importante da democracia portuguesa
A fuga da família real para o Brasil
A impressionante operação foi concretizada em três dias e permitiu levar a família real e a corte para o Brasil (no total, nos mais de 40 navios seguiram 15 mil pessoas), para escapar às tropas de Napoleão. E ainda: como ganhar dinheiro com o seu prédio; a primeira reserva natural privada; e um futebolista com uma vida frenética
Os ratos que ajudam a tratar a dor
As novas terapias para a dor crónica puseram uma jornalista da SÁBADO a mexer em animais; no café de Joana Mortágua houve opositores políticos a brindar ao seu sucesso; e o cheiro da Lisboa romana pode fazer lembrar peixe em mau estado.