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Nuno Tiago Pinto
07.04.2021

A queda de um magnata

Contamos a história das dificuldades financeiras do mais novo herdeiro de António Champalimaud, fomos ver alguns exemplos do novo fenómeno no negócio da restauração e perguntámos aos criadores o que fazem às obras que mais detestam.

É evidente que este assunto é triste e trato-o com discrição." Foi assim que Luís Champalimaud, o herdeiro mais novo do magnata António Champalimaud, começou por responder, por escrito, às perguntas da SÁBADO sobre a sua situação financeira próxima do limite. O empresário está em Portugal por causa da pandemia, mas continua a gerir a ruinosa empresa de cimentos que tem no Brasil e manteve as rotinas nesse fuso horário: pediu para não ser contactado antes do meio-dia e foi respondendo sobretudo ao início da noite. A discrição tem mantido a destruição desta parte da herança fora da ribalta mediática. Mas, como constataram os jornalistas Ana Taborda e Bruno Faria Lopes, no círculo da família Champalimaud e dos amigos de Luís, assim como nos bastidores da alta roda financeira, as dificuldades dos últimos anos não eram segredo. Pode ler a história de um Champalimaud que deixou de ser um dos homens mais ricos do País, a partir da página 32.

Um novo fenómeno
Durante a pandemia, começaram a surgir em Portugal os chamados restaurantes-fantasma: locais sem atendimento ao público e onde só é possível encomendar pela Internet. A jornalista Raquel Lito e a fotojornalista Mariline Alves andaram por vários desses estabelecimentos, que só necessitam de uma cozinha bem equipada e de um menu adequado ao modelo de negócio – ou seja, que não arrefeça durante a entrega.


Obras odiadas
Quando o cantor Sting confessou que enterrou uma cassete com um tema que odiava, desafiámos vários criadores portugueses a partilharem connosco o que fizeram às obras de que não gostaram. Os jornalistas Vanda Marques e Paulo Barriga descobriram que há quem as rasgue em mil pedacinhos, como o poeta João Luís Barreto Guimarães. Ou quem, como a humorista e guionista Maria João Cruz, deite para o lixo um caixote inteiro com a pesquisa, os rascunhos e a obra completa à procura da redenção – e que como não a encontrou correu a apanhar tudo novamente e escondeu o caixote em casa para servir como lição de humildade.

Entrevista improvável
Depois de Simone de Oliveira anunciar o fim da carreira, o jornalista Marco Alves foi entrevistá-la. Conhecida pela forma desabrida com que fala, a atriz não desiludiu, em mais uma conversa improvável.


Boa semana. 

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