O "passe verde" para voltar à normalidade em Israel

O 'passe verde' para voltar à normalidade em Israel
Mariana Branco 22 de fevereiro

Ginásios, piscinas, hotéis e espaços culturais voltaram a abrir portas no país mas só quem já tenha recebido as duas doses da vacina ou superado a covid-19 está autorizado a entrar. E precisa de comprovativo.

Com a campanha de vacinação mais rápida do mundo – mais de 45% da população recebeu, pelo menos, uma dose da vacina da Pfizer –, Israel deu mais um passo em direção ao desconfinamento e reabriu grande parte dos negócios. Ginásios, piscinas, hotéis e espaços para eventos desportivos e culturais voltaram a abrir portas, mas com uma condição: apenas quem já tenha recebido as duas doses da vacina ou superado a covid-19 está autorizado a entrar. E precisa de comprovativo.

Com 750 mil contágios desde que registou o primeiro caso de covid-19, há um ano, e mais de 5.500 mortes, o país com 9,2 milhões de habitantes já vê a normalidade ao fundo do túnel. O comércio de rua que estava encerrado, mercados ao ar livre, centros comerciais, bibliotecas e museus vão reabrir com regras restritas e alguns alunos podem regressar às aulas em áreas com baixa taxa de mortalidade: juntam-se aos mais pequenos, do pré-escolar e primeiros anos do ensino básico, que o fizeram há mais de uma semana, os alunos do quinto e sexto ano do ensino básico e os dos últimos anos do ensino secundário.

Mas o arranque da penúltima etapa do desconfinamento geral vem acompanhado de privilégios e só aqueles com as duas doses da vacina estão contemplados com o "certificado verde". "Sem o código QR não se pode entrar", avisava ao El País o diretor do ginásio Lazuz. "Se o Ministério da Saúde me apanha apanho uma multa de mil shequels [cerca de 250 euros] por cabeça".

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