O militar de extrema-direita em fuga que quer caçar um virologista

O militar de extrema-direita em fuga que quer caçar um virologista
Ricardo Santos 02 de junho

Jürgen Conings anda em fuga há mais de duas semanas. É considerado armado e perigoso. Ameaçou de morte o virologista mais famoso do país, membros do Governo e as forças militares. 

A 17 de março, Jürgen Conings deixou duas cartas de despedida, uma delas destinada a Marc Van Ranst, responsável pela implementação das medidas anti-Covid-19 na Bélgica. A outra, para a namorada, onde deixava claro que "planeava juntar-se à Resistência e poderia não sobreviver". O militar belga e instrutor de tiro escreveu que iria resistir às medidas de confinamento impostas pelo Governo belga e ameaçou atacar os membros do executivo, o exército e os virologistas. Nesse dia, carregou o seu automóvel com quatro lança-rockets, uma arma automática de defesa pessoal e uma pistola semi-automática e mais de dois mil cartuchos. Durante duas horas, rondou a residência do mediático virologista Van Ranst, mas tanto este como a família já estavam em lugar seguro.

No dia seguinte, Conings foi deixar as condecorações militares na campa do pai. Por essa altura, já as autoridades belgas tinham dado conta do seu desaparecimento (alertados pela namorada) e iniciaram uma caça ao homem, que dura até hoje. Em causa o facto de estar referenciado como extremista potencialmente violento, descrito como "uma pessoa com visões extremistas que tem intenção de usar da violência, mas ainda não deu passos concretos nesse sentido". O militar de 46 anos, nascido em Maaseik em setembro de 1974, deixou o carro para trás (devidamente armadilhado, de acordo com a comunicação social local) junto ao Parque Nacional de Hoge Kempen. No interior estavam os quatro lança-rockets. A suspeita era a de que o homem se teria embrenhado na floresta, armado até aos dentes. 

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