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Navanethem Pillay ganha o Prémio Nobel da Paz

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Jurista sul-africana, de origem indiana, foi Alta Comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos.

Navanethem Pillay, também conhecida como Navi Pillay, é a vencedora do Prémio Nobel da Paz, segundo foi divulgado esta sexta-feira pelo Comité Nobel Norueguês. A jurista sul-africana, de origem indiana, é ex-presidente do Tribunal Internacional para o Ruanda e serviu, entre 2008 a 2014, como Alta Comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos. Liderou também uma comissão de inquérito da ONU que concluiu que as autoridades israelitas são responsáveis por crimes contra a humanidade em Gaza.

Navanethem Pillay foi Alta Comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos
Prémio Nobel
Navanethem Pillay foi Alta Comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos
Prémio Nobel

Nascida em pleno apartheid na África do Sul, Navi Pillay marcou a história do direito internacional ao ditar, como juíza e presidente do Tribunal Penal Internacional para Ruanda, a sentença que reconheceu a violação institucionalizada em contextos de guerra como um elemento do crime de genocídio. Atualmente serve como juíza no Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia, no painel que investiga crimes contra a humanidade e contra a minoria muçulmana rohingya de Mianmar.

Navi Pillay, de 85 anos, foi distinguida pelos seus esforços para promover a paz, o direito internacional e a defesa da ordem global ao processar casos contra crimes de guerra, segundo explicou Jørgen Watne Frydnes, presidente do Comité Nobel Norueguês.

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"Num momento em que o número de guerras e conflitos aumenta, e em que juízes e instituições de direito internacional estão sob ataque político, o Comité Nobel quer lembrar que a capacidade de resolver conflitos sem força depende do Estado de Direito internacional”, explicou o comité Nobel. "Um sistema jurídico internacional em que os criminosos de guerra sejam responsabilizados e as vítimas de abusos vejam a justiça ser feita é uma condição essencial para um mundo pacífico."

No ano passado, o prémio foi entregue a Maria Corina Machado, a líder da oposição venezuelana, que entregou a sua medalha a Donald Trump pouco depois de os Estados Unidos capturarem o então presidente do país, Nicolás Maduro. Tratou-se de um gesto simbólico, uma vez que o Comité Nobel garantiu que o prémio não pode ser transferido.

Curiosidades

Este ano marca o 125.º aniversário do prémio da paz, que até agora foi concedido a 112 pessoas e 28 instituições diferentes desde a sua criação, em 1901. É o único Nobel entregue fora da Suécia. A Cruz Vermelha recebeu-o três vezes e a agência da ONU para os refugiados, duas. O vencedor ganha 11 milhões de coras suecas, cerca de 1 milhão de euros.

O prémio não foi atribuído em 19 ocasiões, a maioria delas durante as guerras mundiais. Em 1948, ano do assassinato de Mahatma Gandhi, não foi entregue nenhum prémio. Gandhi tinha sido sido indicado 12 vezes e nunca chegou a ser galardoado.

Em 1939, um membro do parlamento sueco indicou Adolf Hitler, mas depois retirou a indicação. 

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