Duterte não exclui hipótese de mandar assassinar o próprio filho

Duterte não exclui hipótese de mandar assassinar o próprio filho
Diogo Barreto 23 de setembro de 2017

Paolo foi apanhado no lado errado da guerra contra a droga promovida pelo pai. O filho de Duterte é acusado de fazer parte de um grupo traficante. Pai diz que não haverá tratamento privilegiado

Rodrigo Duterte, o presidente das Filipinas, afirmou que mataria o seu próprio filho se se revelarem verdadeiras as acusações de que Paolo Duterte se encontra envolvido em operações de tráfico de drogas. O presidente filipino garantiu ainda que o polícia responsável seria protegido de ser julgado.

Paolo, 42, é filho do presidente das Filipinas e apresentou-se este mês de Setembro perante uma comissão do senado filipino para se defender das acusações de estar ligado ao tráfico de drogas dentro do país. Paolo é acusado de fazer parte de um gangue chinês que ajudou a entrar no país um carregamento de metanfetaminas.

O presidente filipino, de 72 anos, em declarações posteriores ao interrogatório da comissão reforçou a promessa feita durante a eleição presidencial de 2016: «Eu já disse que a minha ordem é: "Se eu tiver filhos que se metam com drogas, matem-nos para que as pessoas não possam dizer nada"». O presidente, segundo o jornal inglês The Guardian reforçou que nenhum dos seus filhos tem relações com drogas, mas que não seriam privilegiados se estivessem.

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