China: os casamentos por conveniência entre homossexuais

Dina Arsénio com Ana Taborda 08 de dezembro de 2017

São gays e lésbicas que recusam sair do armário. Dizem “sim, eu aceito” para assegurar a descendência – muitas vezes por inseminação artificial. Depois, divorciam-se.

Até podiam ser casamentos de conveniência como outros quaisquer. Mas há várias diferenças nestes matrimónios entre gays e lésbicas chineses – sempre com pessoas do sexo oposto. A primeira: é habitual assinarem uma espécie de acordo pré-nupcial, que determina a duração do casamento e o número de filhos – espera-se que concebam pelo menos um (a lei nacional não permite mais do que dois). Devem, além disso, fazer refeições juntos, ir a jantares e festas de família e amigos. Tudo para manter a aparência (possível) de normalidade. Estes matrimónios são tão comuns que até têm nome: xinghun, ou casamento cooperativo.

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