O Presidente da Comissão Europeia sublinhou a relação "confiável" entre a União Europeia e a Islândia.
Depois dos islandeses recusarem, em referendo, recomeçar as negociações sobre a adesão à União Europeia (UE), Bruxelas avançou que "respeita" a decisão e que o país continua a ser "um parceiro próximo". O presidente da Comissão Europeia (CE), António Costa, trocou mensagens com a primeira-ministra islandesa, Kristún Frostadóttir, e ambos desejam "fortalecer ainda mais as relações entre a UE e a Islândia".
Islandeses votaram contra a retoma das negociações para adesão à União Europeia Foto AP/Marco Di Marco
"A Comissão toma nota do resultado do referendo realizado na Islândia e respeita a decisão do povo islandês", avançou um porta-voz da UE este domingo, citado pela EFE. António Costa salientou também a relação "confiável" com o país, em particular através do Espaço Económico Europeu (EEE).
Também a primeira-ministra reiterou este domingo que respeitará o resultado do referendo. Os islandeses foram chamados no sábado a votar "sim" ou "não" quanto à pergunta "Deve a Islândia recomeçar as negociações para adesão à UE?". 52,8% dos votos foram contra e 47,2% foram a favor.
Em 2009, a Islândia solicitou a entrada na UE, mas as negociações ficaram suspensas em 2013. Dois anos depois, o país retirou o pedido. Agora, o tema regressou à ordem do dia devido à ameaça do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre a anexação da Gronelândia. A Islândia fica apenas a 290 quilómetros do território dinamarquês e está alerta sobre uma possível expansão do perigo aos países vizinhos. A discussão sobre a adesão à UE surgiu como forma de proteção, em caso de ataque.
O referendo votado no sábado apenas perguntava aos islandeses se concordavam com o início das negociações, não necessariamente com a adesão à UE. Se a maioria dos votos tivesse sido a favor, haveria um segundo referendo depois das conversações, de modo a aferir se a população estava de acordo com as condições negociadas.
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