Entrevista
Ali Soufan

"A Al Qaeda e o Estado Islâmico estão à procura de oportunidades para regressar"

'A Al Qaeda e o Estado Islâmico estão à procura de oportunidades para regressar'
Nuno Tiago Pinto 10 de setembro

Foi dos primeiros agentes especiais do FBI a investigar a Al Qaeda e Osama bin Laden. Usou esses conhecimentos profundos para garantir a colaboração de suspeitos de terrorismo e obteve informações que poderiam ter evitado os atentados do 11 de Setembro - se a CIA tivesse partilhado informações. Garante que a tortura não funciona e explica como os grupos jihadistas cresceram em força.

Quando se deu o 11 de Setembro, Ali Soufan estava no Iémen a investigar o atentado ao USS cole, ocorrido em outubro de 2000. Na época, era um dos oito agentes do FBI fluente em árabe e dos poucos com um conhecimento profundo sobre a Al Qaeda. Durante essa investigação, obteve informações que poderiam ter ajudado a impedir os ataques às Torres Gémeas e ao Pentágono, caso a CIA tivesse partilhado com a sua equipa aquilo que sabia.

Depois de sair do FBI escreveu o livro The Black Banners, The Inside Story of 9/11 and the War Against Al Qaeda que punha em causa a tese dominante na administração americana de que a tortura funcionava na obtenção de informações - motivo pelo qual viu largas passagens do livro serem censuradas. Após uma luta de nove anos, conseguiu que a obra fosse publicada na íntegra. Em 2018 escreveu Anatomy of Terror - From the Death of Bin Laden to the rise of the Islamic State.

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