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Ucrânia: UE inclui duas entidades russas à lista de sanções por propaganda e desinformação

Lusa 21 de abril de 2026 às 14:15

As entidades designadas são acusadas de apoiar ações e políticas do Governo russo que "prejudicam a democracia, o Estado de direito, a estabilidade e a segurança na UE e na Ucrânia".

A União Europeia (UE) incluiu esta terça-feira as entidades russas Euromore e a fundação Pravfond na sua lista de organizações sancionadas por divulgarem propaganda e desinformação.

A desinformação está na ordem do dia Direitos Reservados

A Euromore é uma plataforma de comunicação social que opera no âmbito da estrutura informativa pró-Kremlin, como um meio de difusão não oficial e, segundo o Conselho da UE, essa plataforma "amplifica, recicla e legitima narrativas e desinformação russas dirigidas ao público europeu".

Esta plataforma difunde conteúdos que questionam a legitimidade das instituições da UE e justifica ainda a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, adiantou o Conselho da UE em comunicado.

Já a Fundação para o Apoio e a Proteção dos Direitos dos Compatriotas Residentes no Estrangeiro (Pravfond) é descrita como um instrumento "fundamental da estratégia de influência externa e propaganda da Federação Russa, criada e financiada pelo Estado russo".

De acordo com o Conselho da UE, os resultados jurídicos e analíticos da Pravfond são "sistematicamente utilizados" para reforçar os principais argumentos de desinformação da Rússia, nomeadamente as acusações de "nazificação da Ucrânia", alegações de "russofobia generalizada" e de "perseguição sistemática das populações de língua russa nos Estados vizinhos".

As entidades designadas são acusadas de apoiar ações e políticas do Governo russo que "prejudicam a democracia, o Estado de direito, a estabilidade e a segurança na UE e na Ucrânia".

A nota divulgada pelo Conselho acrescentou que as medidas restritivas aplicadas pela União Europeia abrangem 69 pessoas e 19 entidades, acrescentando que os visados estão sujeitos a um congelamento de bens e os cidadãos e empresas dos 27 Estados-membros estão "proibidos de lhes disponibilizar fundos".

Em outubro de 2024, a UE estabeleceu o quadro para a aplicação de medidas restritivas em resposta às ações desestabilizadoras da Rússia, com o objetivo de sancionar aqueles que participam em ações e políticas do governo russo que minam os valores fundamentais da UE e dos seus Estados-Membros.

O regime de sanções visa também os responsáveis pelas atividades híbridas da Rússia contra países terceiros e organizações internacionais.

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