Trump considera Comité do Nobel da Paz "corrupto" e diz que Navi Pillay é uma desconhecida
Presidente dos EUA recordou que a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, lhe ofereceu o seu Prémio Nobel da Paz no ano passado.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta sexta-feira que a vencedora do Prémio Nobel da Paz, Navi Pillay, é uma desconhecida e classificou o Comité do Nobel de "corrupto", voltando a reivindicar-se merecedor do prémio.
"Hoje atribuíram o Prémio Nobel da Paz a uma pessoa de quem nunca tinha ouvido falar", afirmou o mandatário num comício em Syracuse, Nova Iorque, embora mais tarde tenha descrito a juíza sul-africana como uma "pessoa liberal que trabalha nas Nações Unidas", a quem deu os parabéns.
Trump considerou que a atribuição do prémio à ex-juíza e cofundadora do Tribunal Penal Internacional (TPI) deixa o prémio "desacreditado para sempre por um punhado de ideólogos radicais que são antidemocráticos e, na realidade, inimigos da civilização", considerando ainda o Comité do Nobel como "corrupto".
Os comentários do inquilino da Casa Branca surgem na sequência da controversa decisão dos Estados Unidos de impor sanções ao TPI após a entrega do prémio a Navanethem "Navi" Pillay, que integrou a comissão independente das Nações Unidas sobre Israel e os territórios palestinianos ocupados, e que concluiu que Israel tinha cometido genocídio em Gaza.
"Os Estados Unidos da América, representados por mim na qualidade de Presidente, deveriam ter recebido o Prémio Nobel da Paz, mas não o receberam", protestou Trump, que, tal como em outras ocasiões, atribuiu a si próprio o mérito de ter resolvido vários conflitos no mundo.
Navanethem Pillay ganha o Prémio Nobel da Paz
Mais uma vez, Trump congratulou-se por ter supostamente resolvido o conflito entre Israel e o Hamas, afirmando que "agora o Hamas é muito diferente", e também por, na sua opinião, "ter impedido que o Irão tivesse uma arma nuclear e fizesse explodir pelos ares todo o Médio Oriente".
Além disso, recordou que a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, lhe ofereceu o seu Prémio Nobel da Paz no ano passado e aproveitou para sublinhar a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela com a mensagem de que "ao vencedor cabe o espólio".
"Tirei da Venezuela o ditador mais malvado do mundo, Nicolás Maduro, e estou a transformar a Venezuela numa democracia muito rica. Estamos a ficar com o que nos pertence, merecemo-lo: ao vencedor cabe o espólio", afirmou, referindo-se ao petróleo.