Trump ameaçou sair da NATO, mas americanos gostam da aliança
O ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irão voltou a colocar a NATO debaixo do fogo das palavras de Trump. A falta de ajuda dos aliados não agradou ao presidente dos Estados Unidos, que ameaça sair da aliança.
Primeiro, os membros da NATO não investiam tanto na aliança com Trump gostaria, levando-o a exercer pressão para que engrossassem as suas contribuições orçamentais para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN, em português). Agora, o presidente dos Estados Unidos da América (EUA) ameaça tirar o país da aliança, queixando-se que os aliados não apoiaram o ataque ao Irão, uma iniciativa unilateral entre os EUA e Israel. Acresce o facto de que a NATO é essencialmente uma aliança militar de defesa.
Além de do ponto de vista legal não ser possível a Trump retirar o país da NATO - como explica aqui à SÁBADO o politólogo José Filipe Pinto - uma investigação conduzida pelo Centro de Assuntos Públicos da Associated Press-NORC concluiu que a grande maioria dos americanos apoia a NATO e considera-a importante.
A sondagem, com data de Fevereiro e por isso antes do início da guerra com o Irão, mostrou que 70% dos norte-americanos disseram que ser membro da NATO era "muito" (40%) ou "um tanto" bom (30%) para os EUA. No mesmo período, avança a CNN, uma sondagem da consultora Gallup mostrou que mais de três quartos dos americanos apoiavam o aumento (28%) ou a manutenção (49%) do atual compromisso dos EUA com a NATO. Outro dos dados partilhados pela sondagem é que apenas 13% dos republicanos queriam retirar-se completamente da aliança.
E mesmo se só forem consideradas as opiniões do universo republicano, o caso muda apenas um pouco de figura. Uma sondagem do Pew Research Center, realizada no final de Março, cerca de um mês após o início da guerra, mostrou que a percentagem de republicanos e independentes com tendência republicana que afirmavam que a NATO beneficiava os Estados Unidos "muito" ou "bastante" caiu de 49% há um ano para 38% atualmente. Mesmo assim, demonstrou que quase seis em cada 10 americanos tinham uma visão favorável da NATO e consideravam-na benéfica para os Estados Unidos.
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