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Torre Eiffel "escondeu" mulheres para visita de delegação hindu, mas grupo nega ter feito esse pedido

Renata Lima Lobo 08 de setembro de 2026 às 21:42

Um dos principais símbolos da capital francesa esteve de portas fechadas esta segunda-feira, na sequência de uma greve em protesto pelas instruções "inaceitáveis" da administração do monumento.

A administração da Torre Eiffel, em Paris, informou os funcionários que as trabalhadoras do sexo feminino não deveriam “ter contacto” com uma delegação visitante da Bochasanwasi Shri Akshar Purushottam Swaminarayan Sanstha (BAPS), organização ligada à seita Swaminarayan, um ramo do hinduísmo, avança a (AP).

Funcionários da Torre Eiffel fizeram greve Christophe Ena/AP

Diane Davoine, representante do sindicato CGT, considerou que as instruções dadas no sábado foram excecionais e “inaceitáveis”. Mas segundo a própria BAPS, num comunicado enviado à AP, a coordenação da visita com a administração da Torre Eiffel “nunca teve, em momento algum, a intenção de ser um pedido baseado em questões de género, e qualquer sugestão em contrário não reflete o espírito nem os valores de nossa fraternidade ou da delegação”.

O BAPS declarou ainda que “permanece firmemente comprometido com os princípios da igualdade, do respeito mútuo e do serviço a todos, independentemente de gênero, origem ou crença — valores que estão no coração dos ensinamentos de nossa tradição e do trabalho comunitário que realizamos em todo o mundo”.

A empresa responsável pela operação da Torre Eiffel não comentou o caso. Mas, numa publicação da rede social X, o presidente da Câmara Municipal de Paris, Emmanuel Grégoire, revelou que irá abrir uma investigação: "A igualdade de género nunca ficará à porta dos nossos monumentos históricos, nem de qualquer outro local desta cidade", escreveu. "Tem de se aplicar em todo o lado e a todas as pessoas. Irei garantir que assim seja, sem exceções".

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