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Riade convoca embaixadora iraquiana para discutir ataques provenientes do seu país

Lusa 12 de abril de 2026 às 20:31

A chamada da embaixadora foi decidida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros saudita "em resposta aos contínuos ataques com drones" lançados a partir do território iraquiano.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita convocou hoje a embaixadora iraquiana, na sequência de ataques lançados a partir do Iraque contra este e outros países do Golfo, segundo a agência saudita SPA.

AP Photo/Cliff Owen, File

A chamada da embaixadora foi decidida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros saudita "em resposta aos contínuos ataques com drones" lançados a partir do território iraquiano, indicou a agência SPA.

O Ministério da Energia saudita tinha anunciado horas antes que restabeleceu a total capacidade de bombeamento através do oleoduto que atravessa o país de leste a oeste, após reparar os danos causados pelos ataques iranianos da semana passada.

Segundo um comunicado do Ministério, o bombeamento no oleoduto Este-Oeste, principal rota de abastecimento aos mercados globais no atual contexto de tensões no estreito de Ormuz, foi totalmente restabelecido e os volumes perdidos no campo de Manifa, que ascendem a aproximadamente 300.000 barris por dia, foram recuperados.

Quanto ao campo de Khurais, os trabalhos para restabelecer a sua plena capacidade de produção continuam e será anunciado com estiverem concluídos.

Na nota, o Ministério recordou que estes avanços ocorrem três dias após os ataques contra as instalações, que resultaram na perda temporária de produção do reino.

"Esta rápida recuperação reflete a elevada capacidade de resposta operacional e a eficiência na gestão de crises da [petrolífera estatal Saudi] Aramco e do sistema energético do Reino", salientou o Ministério, acrescentando que estes avanços "melhoram a fiabilidade e a continuidade do abastecimento aos mercados locais e globais, e apoiam a economia mundial".

Os ataques, que afetaram instalações de produção, transporte, refinação e petroquímicas em várias regiões do país, ocorreram no contexto da escalada regional resultante da guerra contra o Irão iniciada pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro.

Entre as consequências iniciais contaram-se interrupções em refinarias como a de Ras Tanura, SATORP (em Jubail), SAMREF (em Yanbu) e Riade, bem como impactos no processamento de gás.

A Arábia Saudita, o maior exportador mundial de petróleo bruto, produz pouco mais de 10 milhões de barris por dia.

O Financial Times tinha afirmado que um importante ataque com drones tinha visado na quarta-feira a Petroline saudita, apesar da entrada em vigor de um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão.

Na quinta-feira, Riade reconheceu que os ataques levados a cabo nas últimas semanas pelo Irão contra infraestruturas energéticas do reino causaram uma morte e reduziram a capacidade de produção petrolífera do país. Uma estação de bombagem do oleoduto tinha sido atingida.

Com esta restauração parcial, a Arábia Saudita procura mitigar os efeitos da volatilidade nos mercados energéticos e reforçar o seu papel como fornecedor fiável de petróleo, num contexto de restrições nas principais rotas marítimas do Golfo.

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