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Repsol, Eni e Sonatrach descobrem novos jazigos de petróleo e gás na Líbia

Lusa 09 de abril de 2026 às 14:36

Trabalhos decorreram na bacia de Murzuq, onde foi descoberta uma produção média de 763 barris de petróleo por dia.

A Repsol, a Eni e a Sonatrach descobriram, com a Corporação Nacional de Petróleo (NOC) da Líbia, novos jazigos com 51 milhões de pés cúbicos de gás, 327 barris de condensado por dia e 763 de crude (bpd).

Repsol, Eni e Sonatrach descobrem novos jazigos de petróleo e gás na Líbia Foto AP/Hasan Jamali)

Segundo informou a NOC, os trabalhos realizados com a Repsol nas últimas semanas decorreram na bacia de Murzuq, situada a cerca de 800 quilómetros da capital da Líbia, Trípoli, onde foi descoberta uma produção média de 763 barris de petróleo por dia, a 4.325 pés de profundidade.

Os trabalhos de avaliação e perfuração ficaram a cargo da filial líbia da empresa energética espanhola, a Repsol Exploration Murzuq S.A. (REMSA), com a cooperação da estatal local NOC.

Este poço é o quinto dos oito compromissos contratuais da Repsol estabelecidos pela NOC, no acordo de divisão de exploração e produção de 2008.

Além disso, a empresa líbia anunciou a descoberta de condensado e gás em conjunto com a argelina Sonatrach, liderada pela SIPEX, a filial no território líbio, onde foram registadas taxas de produção de 13 milhões de pés cúbicos de gás e 327 milhões de barris de condensado por dia (líquido obtido a partir do processo de separação do gás natural).

Os trabalhos da SIPEX com a NOC foram realizados na bacia de Ghadamus, a cerca de 600 quilómetros a sudoeste de Trípoli, onde se encontra o sexto dos oito poços previstos nos compromissos da Sonatrach com a Líbia.

Além disso, a italiana ENI, filial para o Norte de África, concluiu a perfuração de um poço com a descoberta de um "novo gás", numa zona situada a cerca de 100 quilómetros da costa.

Segundo a fonte, as taxas de fluxo distribuídas em dois pontos atingem 38 milhões de pés cúbicos, detetadas no último dos nove compromissos da empresa italiana com a Líbia.

O anúncio da NOC surge num momento em que o mundo atravessa uma crise energética crescente, devido ao conflito no Médio Oriente iniciado há mais de um mês com ataques ao Irão por parte dos Estados Unidos e de Israel.

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