Regresso à normalidade do tráfego marítimo em Ormuz adiado devido a minas marítimas
Estima-se que o Irão tenha colocado cerca de 80 minas nas principais rotas de navegação da via marítima. Os operadores alertam para as limitações de capacidade das rotas mais seguras pelo estreito.
EUA e Irão chegaram a um acordo de cessar-fogo, embora as hostilidades prossigam entre os dois países. A expectativa é de que o entendimento alcançado se mantenha, permitindo a manutenção do estreito de Ormuz aberto, embora o regresso desta importante passagem marítima à normalidade deva demorar. Continua a ser demasiado perigosa, agora por causa das minas.
Takaya Soga, diretor-executivo da japonesa NYK Line, que opera uma frota de mais de 900 navios, diz ao Financial Times que o transporte só será retomado em volumes muito inferiores devido às limitações de capacidade das rotas mais seguras pelo estreito, que passam perto do Irão e de Omã.
É que em pleno conflito, estima-se que o Irão tenha colocado cerca de 80 minas nas principais rotas de navegação da via marítima, de acordo com os secretário-geral da Organização Marítima Internacional, Arsenio Dominguez. E não se sabe ao certo onde foram colocadas.
“As rotas disponíveis para navegação são extremamente limitadas — são corredores muito estreitos”, diz Soga. E remata: “Ainda estamos longe de regressar às condições anteriores ao encerramento do estreito de Ormuz".
O bloqueio do estreito de Ormuz, tanto pelo Irão como pelos EUA, fez disparar os preços do petróleo para cima da fasquia dos 100 dólares, tendo em conta que é por aqui que passa cerca de 20% de todo o petróleo mundial. Com a reabertura, e apesar das limitações, as cotações da matéria-prima recuaram, entretanto, para valores pré-guerra.