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Presidente militar da NATO reforça que diferenças entre membros tornam a Aliança melhor

Lusa 21 de janeiro de 2026 às 10:52

As declarações do oficial militar italiano surgem no meio das tensões sobre as aspirações dos Estados Unidos de controlar a ilha da Gronelândia, um território autónomo, mas dependente de outro aliado, a Dinamarca.

O presidente do Comité Militar da NATO, Giuseppe Cavo Dragone, defendeu esta quarta-feira que a coesão entre os membros da Aliança é fundamental e, embora reconheça que possam existir diferenças, disse que estas os tornam melhores.
Presidente militar da NATO discursa sobre as tensões entre membros AP
“Posso atestar uma coisa fundamental: a coesão é a principal qualidade deste grupo. Sim, temos diferenças, e isso é normal numa aliança de democracias, mas essas diferenças podem-nos tornar melhores e, de fato, tornam-nos melhores”, afirmou, no início de uma reunião dos chefes de defesa da NATO. As declarações do oficial militar italiano surgem no meio das tensões sobre as aspirações dos Estados Unidos de controlar a ilha da Gronelândia, um território autónomo, mas dependente de outro aliado, a Dinamarca. Cavo Dragone enfatizou que a situação de segurança no início de 2026 "permanece extremamente difícil" devido à continuidade da guerra da Rússia contra a Ucrânia, à instabilidade e à violência que persistem na fronteira sul, às tensões que afetam as rotas comerciais e os fluxos de energia e à segurança além da região transatlântica. Acrescentou que "outros atores maliciosos” continuam a colocar em risco a estabilidade global e que todos os dias se enfrentam ciberataques, sabotagem, coerção e desinformação, avisando que as novas tecnologias podem disseminar estas ameaças híbridas mais rapidamente e torná-las mais difíceis de rastrear.
O responsável destacou os esforços para alcançar a paz na Ucrânia liderados pelos EUA e pela Coligação de Voluntários - encabeçada pela França e pelo Reino Unido - e também enfatizou que a Aliança fortaleceu a vigilância e as medidas para proteger os aliados, incluindo as iniciativas Baltic Sentinel e Eastern Sentinel, no flanco leste, e aumentou o número e a escala dos seus exercícios militares. “Esses esforços demonstram que somos uma Aliança moderna, capaz de defender e dissuadir numa perspetiva de 360 graus”, sublinhou. O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, enviou uma mensagem em vídeo aos chefes de defesa dos países aliados, na qual considerou “imperativo e urgente” que, na preparação para a próxima cimeira da Aliança em Ancara, em julho, todos cumpram os seus compromissos. “Devemos demonstrar claramente um aumento no investimento em Defesa e garantir que os aliados europeus e o Canadá assumam maior responsabilidade pela dissuasão e defesa convencionais”, afirmou o ex-primeiro-ministro holandês. Rutte também defendeu que a NATO deve aumentar a sua prontidão para o combate, dedicar recursos suficientes aos seus planos e continuar a atualizar a sua abordagem de dissuasão e defesa.
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