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Milhares choram vítimas de ataque antissemita na praia australiana de Bondi

Lusa 21 de dezembro de 2025 às 14:37

Imagens das 15 vítimas foram projetadas e o imigrante sírio Ahmed al-Ahmed, considerado um herói por ter lutado com um dos atacantes enviou uma mensagem a partir do hospital.

Milhares de pessoas juntaram-se este domingo para chorar as vítimas do ataque antissemita ocorrido há uma semana na praia australiana de Bondi, em Sidney, sob fortes medidas de segurança.
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Vítimas de ataque antissemita homenageadas na praia de Bondi, Austrália
Foto: AP Photo/Mark Baker
Vigília em Bondi pela vítimas de ataque antissemita na Austrália
Foto: AP Photo/Mark Baker
Multidão reunida em Bondi presta homenagem às vítimas de ataque antissemita
Foto: AP Photo/Mark Baker
Multidão reunida em Bondi para recordar vítimas de ataque antissemita
Foto: AP Photo/Mark Baker
Vigília em Bondi após ataque antissemita, com bandeiras de Israel e apoio à Ucrânia
Foto: AP Photo/Mark Baker
Praia de Bondi assinala noite de união após ataque antissemita
Foto: AP Photo/Mark Baker
Guarda-vidas unem-se em luto pelas vítimas do ataque em Bondi Beach, Austrália
Foto: Bianca De Marchi/AAP Image via AP
Multidão reunida em Bondi presta homenagem às vítimas de ataque antissemita
Foto: AP Photo/Mark Baker
A concentração – que, segundo a agência AP, juntou dez mil pessoas – foi convocada para recordar as 15 pessoas mortas por dois homens armados quando participavam na festividade judaica Hanukkah e para pressionar o governo australiano a agir contra o antissemitismo e a apertar o controlo das armas. Imagens das 15 vítimas, entre os 10 e os 87 anos, foram projetadas e o imigrante sírio Ahmed al-Ahmed, considerado um herói por ter lutado com um dos atacantes, que o baleou, enviou uma mensagem a partir do hospital. A comunidade judaica de Sydney e os milhares de pessoas que a ela se juntaram acenderam velas em memória das vítimas e observaram um minuto de silêncio às 18:47 (hora australiana), para recordar o exato momento em que o massacre ocorreu. As televisões e rádios de toda a Austrália também ficaram em silêncio. O primeiro-ministro, Anthony Albanese, os anteriores chefes de governo John Howard e Scott Morrison e o governador-geral Sam Mostyn, que representa o rei Carlos II, chefe de Estado da Austrália, juntaram-se à cerimónia. A multidão vaiou Albanese quando se apercebeu de que estava presente, enquanto a líder da oposição, Sussan Ley, que prometeu reverter a decisão tomada pelo governo australiano, este ano, de reconhecer o Estado da Palestina, foi aclamada.
O primeiro-ministro australiano já ordenou uma auditoria ao funcionamento da polícia e dos serviços secretos e garantiu que o governo vai verificar se dispõe das estruturas adequadas "para proteger os australianos após o terrível ataque terrorista antissemita". O parlamento do estado de Nova Gales do Sul vai reunir-se na segunda-feira para debater novas leis sobre discurso de ódio e porte de armas. O ataque terrorista de domingo foi atribuído a dois homens, pai e filho, o primeiro abatido no local pela polícia. A polícia australiana apresentou 59 acusações, incluindo 15 por homicídio e uma por terrorismo, contra Naveed Akram, o atacante sobrevivente, de 24 anos. O acusado ficou sob custódia policial no hospital onde permanece internado com ferimentos graves, depois de ter saído do estado de coma. O grupo terrorista Estado Islâmico celebrou o facto de ter inspirado os dois homens a atacarem a comunidade judaica de Sydney, mas não reivindicou a autoria do que foi o pior incidente do género na Austrália em várias décadas. O ataque, que durou cerca de nove minutos, matou 15 pessoas, com idades entre os 10 e os 87 anos, e feriu outras 42, 13 das quais continuam hospitalizadas, segundo o departamento de saúde australiano.
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