Mais uma jogadora iraniana de futebol deixa a Austrália, informa Governo
Neste momento, permanecem no país insular apenas duas das sete jogadoras iranianas que inicialmente pediram asilo.
Uma quinta jogadora da seleção feminina de futebol do Irão, que aceitou um visto de refugiada para permanecer na Austrália, acabou de deixar o país, informou este domingo o Governo australiano.
A partida da jogadora, pouco antes da meia-noite deste domingo (hora local), deixa na Austrália já só duas das sete integrantes iniciais da equipa que tinham decidido ficar, segundo o gabinete do ministro do Interior, Tony Burke.
Tony Burke informou que duas jogadoras e um elemento da equipa técnica tinham deixado Sydney rumo à Malásia no sábado.
Uma outra jogadora também já tinha mudado de opinião e tinha partido entretanto. Com a partida deste domingo somam-se cinco elementos da equipa do grupo inicial de sete.
A seleção iraniana chegou à Austrália para o Campeonato Asiático Feminino no mês passado, antes do início da guerra no Médio Oriente, a 28 de fevereiro.
Inicialmente, seis jogadoras e um elemento da equipa técnica, de uma lista de 26 jogadoras, aceitaram vistos humanitários para permanecer na Austrália, antes de a restante comitiva iraniana voar de Sydney para Kuala Lumpur, a 10 de março.
Na Austrália estão agora duas jogadoras e o resto da equipa permanece em Kuala Lumpur desde que deixou a Austrália.
As preocupações com a segurança da equipa no Irão aumentaram quando as jogadoras não cantaram o hino nacional iraniano antes do primeiro jogo. O Governo australiano foi pressionado a ajudar as mulheres por grupos iranianos na Austrália e pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
Os Estados Unidos e Israel desencadearam em 28 de fevereiro uma ofensiva aérea contra o Irão, que matou logo no primeiro dia de bombardeamentos o seu líder supremo, Ali Khamenei.
Desde então, a República Islâmica tem respondido através de ataques com mísseis e drones contra Israel e os países vizinhos do Médio Oriente, visando em particular bases militares norte-americanas, mas também outras infraestruturas, sobretudo energéticas.
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