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Kim Jong Un demite vice-primeiro-ministro durante cerimónia

Lusa 20 de janeiro de 2026 às 07:20

Kim inaugurava a modernização do Complexo Industrial de Ryongsong, nos arredores da capital, Pyongyang.

O líder norte-coreano, Kim Jong Un, demitiu o seu vice-primeiro-ministro durante a inauguração de um complexo industrial, divulgou na terça-feira (hora local) a agência de notícias estatal KCNA.
Kim Jong-un acena num desfile militar em Pyongyang EPA/KCNA EDITORIAL USE ONLY
"Kim Jong Un demitiu imediatamente o vice-primeiro-ministro Yang Sung Ho do seu cargo", noticiou a KCNA na peça sobre a inaguração sem especificar os motivos da demissão, que ocorreu na segunda-feira. Kim inaugurava a modernização do Complexo Industrial de Ryongsong, nos arredores da capital, Pyongyang. No seu discurso, criticou "os funcionários da política económica irresponsáveis, rudes e incompetentes", responsabilizando-os pelos atrasos do projeto, segundo a KCNA. Kim Jong Un afirmou que o partido no poder na Coreia do Norte constatou claramente "que as atuais forças de orientação económica são pouco capazes de conduzir o trabalho de reajustamento da indústria do país como um todo e da sua modernização tecnológica". No início de janeiro, as autoridades norte-coreanas pediram maior “disciplina e lealdade” antes de um congresso crucial do Partido dos Trabalhadores da Coreia, o primeiro a realizar-se em cinco anos, que servirá “para examinar” o comportamento dos funcionários.
O apelo foi feito num editorial publicado pelo jornal estatal Rodong Sinmun, o maior diário do país, no qual se afirma que “os funcionários devem encarar o congresso com orgulho” por que “fruto do serviço dedicado ao povo norte-coreano”. O pedido de maior dedicação e disciplina no trabalho surge numa altura em que a Coreia do Norte se prepara para o seu 9º Congresso do Partido, que visa formular um plano político a longo prazo abordando questões diplomáticas e económicas num contexto de crescentes tensões na região. No seu último congresso, em 2021, o partido reafirmou o líder norte-coreano Kim Jong Un como secretário-geral, reinstaurando um cargo que tinha sido extinto em 2016. Durante o evento, Kim reconheceu “o fracasso” das suas políticas económicas, lamentando que as metas estabelecidas para a altura não tivessem sido atingidas. Um dia depois, defendeu a elevação das capacidades militares do país “a um nível muito mais elevado”, argumentando que este “aumento defensivo” era necessário para “proteger a segurança do país” e proporcionar um “ambiente pacífico para a construção do socialismo”.
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