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Jornalista raptada em meados de junho no México foi encontrada morta

Lusa 04 de julho de 2026 às 08:43

Investigação levou à detenção de oito pessoas acusadas de homicídio, incluindo quatro polícias municipais.

O corpo da jornalista Roxana Guzman, diretora de um meio de comunicação local mexicano e sequestrada em meados de junho na sua residência, foi encontrado, anunciou o Ministério Público de Veracruz (leste).

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As perícias concluíram que um cadáver encontrado numa casa "correspondia ao da jornalista", indicou o Ministério Público regional, que foi afastado da investigação em favor do Ministério Público federal após o choque causado pelo sequestro.

Dois homens encapuzados raptaram Guzman na sua residência, segundo as imagens de um vídeo de 35 segundos amplamente difundido no México. Um homem ataca a porta da residência da jornalista com um machado e outro, com uma arma de fogo, acaba de arrombar a porta com pontapés. O vídeo foi interrompido de seguida.

A investigação levou à detenção de oito pessoas acusadas de homicídio, incluindo quatro polícias municipais que "forneciam recursos, comida e apoio logístico às operações do grupo criminoso" que tinha raptado a jornalista, segundo o Ministério Público.

Veracruz é um dos estados onde se registam mais crimes contra jornalistas. Um especialista em acontecimentos, Luis Angel Lopez Valdez, foi abatido em junho dentro de um táxi.

Este jornalista beneficiava de medidas de proteção das autoridades locais e tinha recebido ameaças devido ao seu trabalho jornalístico. Guzman é, assim, a terceira jornalista assassinada em Veracruz em 2026.

Em janeiro, Carlos Castro foi morto a tiro num restaurante.

O México é um dos países mais perigosos para exercer a profissão de jornalista, com mais de 150 profissionais assassinados desde 1994, segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

Em 2025, nove jornalistas foram mortos no país, segundo a organização.

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