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Irão celebra trégua no Líbano e pede retirada das forças israelitas de solo libanês

Lusa 17 de abril de 2026 às 07:56

Os Estados Unidos e o Irão mantiveram no sábado negociações em Islamabade, que não culminaram num consenso entre os dois rivais.

 O Irão saudou esta sexta-feira o cessar-fogo entre o Líbano e Israel, assegurando que faz parte da trégua celebrada com os Estados Unidos na semana passada, e pediu que as tropas israelitas abandonem território libanês.

Crise no Líbano: jovem deslocada foge em carro com bens essenciais AP Photo/Mohammed Zaatari

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Bagaei, acolheu "com satisfação" o cessar-fogo de 10 dias que entrou em vigor na quinta-feira à noite.

"Desde o início das conversações com diversas partes regionais e internacionais, incluindo as negociações de Islamabade, a República Islâmica do Irão tem sublinhado constantemente a necessidade imperiosa de um cessar-fogo simultâneo em toda a região, incluindo o Líbano", afirmou Bagaei.

"Após as conversações de Islamabade, o Irão perseguiu este objetivo com a máxima seriedade", continuou, de acordo com um comunicado divulgado pela televisão iraniana Press TV.

Os Estados Unidos e o Irão mantiveram no sábado negociações em Islamabade, mediadas pelo Paquistão, que não culminaram num consenso entre os dois rivais, após um acordo de cessar-fogo da guerra que, segundo Teerão, incluía o fim das hostilidades no Líbano.

O cessar-fogo no Líbano foi anunciado em plena visita do chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, a Teerão, onde se reuniu com altos responsáveis iranianos.

Bagaei pediu ainda que Israel abandone "todos os territórios ocupados no sul do Líbano" e "liberte todos os prisioneiros".

O acordo de cessar-fogo de dez dias entre o Líbano e Israel entrou em vigor à meia-noite local (22:00 de quinta-feira em Lisboa), após negociações mediadas por Washington.

Pouco depois da entrada em vigor, o Exército libanês denunciou "vários ataques israelitas, além de bombardeamentos intermitentes que afetaram uma série de aldeias", descritos como "violações do acordo".

A tensão entre Israel e o Líbano ameaçava abalar o frágil cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão, que termina em 22 de abril, enquanto se espera que as conversações de paz sejam retomadas no Paquistão.

O número de mortos no Líbano devido aos ataques israelitas das últimas seis semanas ascende já a 2.196, entre os quais 172 crianças, e o de feridos a 7.185, dos quais 661 são também menores, de acordo com os números divulgados hoje pelo Centro de Operações de Emergência, pertencente ao Ministério da Saúde Pública.

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