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Estados-membros aprovam acordo histórico com o Mercosul

Jornal de Negócios 09 de janeiro de 2026 às 15:06

Acordo comercial entre UE e países do Mercosul obteve a maioria qualificada necessária para vir a ser assinado, apesar dos votos contra de França, Polónia, Áustria, Irlanda e Hungria. Von der Leyen deve viajar para o Paraguai para firmar o entendimento já na próxima semana.

O acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul tem caminho livre para ser assinado, depois de uma maioria qualificada dos Estados-membros do bloco ter aprovado o entendimento histórico que criará a maior área de comércio livre do mundo, cobrindo um mercado potencial de 700 milhões de consumidores.
Bruxelas fecha acordo histórico com Mercosul para aumentar exportações em 40%
A Lusa avançou há instantes que, numa primeira votação pelos embaixadores dos Estados-membros junto da UE, a proposta passou com os votos contra da França, Polónia, Áustria, Irlanda e Hungria e a abstenção da Bélgica, não tendo sido formada uma minoria de bloqueio representando 65% da população da UE. Quando o Conselho da UE vota uma proposta da Comissão ou do alto representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, uma maioria qualificada só é alcançada se estiverem reunidas simultaneamente duas condições: se 55 % dos Estados-membros votarem a favor – o que corresponde, na prática, a 15 dos 27 países - e se a proposta é apoiada por Estados-membros que representem, no mínimo, 65 % da população total da UE. Além disso, medidas adicionais de salvaguarda do mercado agrícola, que entrariam em vigor caso houvesse um aumento expressivo nas importações do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, também foram aprovadas pelos embaixadores da UE, referiram diplomatas com conhecimento do assunto ao Politico. Agora, os 27 têm até às 17h desta sexta-feira, 9 de janeiro, para apresentar quaisquer objeções. Caso nenhum país se junte, entretanto, ao lado dos 'contra', o procedimento escrito é encerrado com a aprovação formal do acordo que levou mais de duas décadas a ser negociado, podendo ser assinado entre as respetivas partes já no próximo dia 12 de janeiro, no Paraguai. O Politico avança ainda que a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, deve viajar para o país da América Latina na próxima semana para firmar o acordo. Com o novo acordo, grande parte das tarifas que mantinham o comércio de bens entre as duas regiões estagnado em 100 mil milhões de euros será eliminada. Quando as novas condições entrarem em vigor, Bruxelas prevê que as exportações europeias poderão aumentar rapidamente em até 39%, somando um valor de quase 50 mil milhões de euros, face ao existente.
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