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Chuvas fortes em Marrocos obrigam à retirada de mais de 140 mil pessoas

Lusa 05 de fevereiro de 2026 às 17:41

O mau tempo provocou pelo menos quatro mortos, todos membros da mesma família que ficaram soterrados na sequência do desabamento da sua habitação.

O mau tempo que está a afetar o norte de Marrocos, bem como Portugal e Espanha, obrigou até ao momento à retirada de 143.164 pessoas de localidades em risco, segundo o mais recente relatório do Ministério do Interior marroquino.
Família evacua a sua casa em Marrocos AP
Num comunicado, o ministério referiu que as operações de retirada de pessoas prosseguem e resultam de “intervenções preventivas que visam proteger a vida e garantir a segurança dos habitantes”. A maioria das operações registou-se na província de Larache, no norte do país, com mais de 110 mil pessoas retiradas das respetivas casas, seguida de Kenitra, perto de Rabat, com cerca de 17 mil habitantes afetados. O mau tempo provocou pelo menos quatro mortos, todos membros da mesma família que ficaram soterrados na sequência do desabamento da sua habitação. A intempérie causou danos significativos em infraestruturas e na agricultura. Alcácer Quibir, uma localidade com cerca de 120 mil habitantes na planície atlântica, é a mais afetada pelas inundações, mantendo-se o Exército no terreno desde a passada quinta-feira para apoiar os sinistrados. “Alcácer Quibir apresenta atualmente um aspeto deserto. Transformou-se numa cidade fantasma, com água ainda acumulada em ruas e praças”, disse um residente da zona à agência noticiosa espanhola EFE.
As autoridades marroquinas mantêm o alerta devido ao mau tempo no norte do país. O mau tempo deve-se à depressão Leonardo, que se seguiu à Kristin, que está a provocar inundações e mortes em Portugal e em Espanha. Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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