Brasil proíbe plataformas de apostas eleitorais e bloqueia 27 sites
A medida não atinge o mercado de apostas de temáticas desportivas, popularmente chamada no país de "bets", e os casinos online, que são regulados no Brasil.
O Governo brasileiro anunciou na sexta-feira que proibiu o funcionamento de plataformas do mercado preditivo, em que o utilizador aposta em eventos futuros como o resultado de eleições, da economia, de uma guerra, entre outros.
A acrescentar, governo brasileiro bloqueou 27 sites ligados ao mercado preditivo por entender que essas plataformas de "bolsas de apostas" sobre eventos futuros prestam um serviço ilegal.
A medida não atinge o mercado de apostas de temáticas desportivas, popularmente chamada no país de "bets", e os casinos online, que são regulados no Brasil.
"A gente tem acompanhado a evolução desse setor no Brasil, que sofreu um espaço de anarquia, porque não teve regra, não teve nenhum acompanhamento, de 2018 a 2022", afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
As autoridades da área económica do Brasil concluíram que os mercados de previsão atuam sob a mesma lógica que as bets legalizadas.
"De modo que a conclusão a que chega o Ministério da Fazenda, em conjunto com os demais ministérios do Governo do Presidente Lula, é que os mercados de predição não são legais, não são regulares no Brasil", completou.
Dario Durigan afirmou que a decisão cumpre o objetivo de proteger a economia popular e evitar maior endividamento da população brasileira.
A temática do endividamento das famílias brasileiras, inclusive com o mercado de apostas, é uma preocupação do Palácio do Planalto num ano de eleições gerais.
No início deste mês, o Presidente brasileiro, Lula da Silva, declarou que, se dependesse apenas dele, ele já teria acabado com as bets no Brasil.
"Se depender de mim , a gente fecha as bets", afirmou logo após criticar o lobby do setor de apostas no Congresso Nacional brasileiro.
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