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Autoridades sul-coreanas iniciam buscas no caso do envio de drones para a Coreia do Norte

Lusa 21 de janeiro de 2026 às 07:18

A Coreia do Sul negou qualquer envolvimento do Governo ou do exército no sobrevoo do território norte-coreano, mas sugeriu que civis poderiam ter conduzido a operação.

Uma equipa de investigadores da polícia e do exército sul-coreanos revistou esta quarta-feira os escritórios e residências de três civis do país por alegado envolvimento no envio de drones para a Coreia do Norte, informou a polícia.
Buscas na Coreia do Sul investigam envio de drones para a Coreia do Norte AP
Pyongyang acusou Seul de ter enviado um drone no início de janeiro para a Coreia do Norte, afirmando ter abatido uma aeronave perto da cidade de Kaesong, não muito longe da fronteira intercoreana, e publicou fotos que apresentou como destroços do aparelho. A Coreia do Sul negou qualquer envolvimento do Governo ou do exército no sobrevoo do território norte-coreano, mas sugeriu que civis poderiam ter conduzido a operação, comprometendo-se a punir os responsáveis se isso fosse confirmado. "A equipa conjunta de investigação do exército e da polícia está a executar mandados de busca e apreensão (...) nas residências e escritórios de três suspeitos civis ligados ao incidente com o drone", infirmou a Agência Nacional de Polícia Coreana num comunicado. Os investigadores comprometeram-se a conduzir "uma investigação aprofundada, mantendo-se abertos a todas as possibilidades". Um homem reivindicou a responsabilidade pela intrusão, afirmando que queria medir o nível de radiação proveniente da fábrica de processamento de urânio de Pyongsan, na Coreia do Norte.
"Eu pilotei o drone para medir a radiação e a contaminação por metais pesados ao redor da fábrica de processamento de urânio lá", disse o homem, identificado como Oh, numa entrevista recente ao canal sul-coreano Channel A. O Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, denunciou o incidente, alertando que se tratava de uma iniciativa que poderia desencadear uma guerra. "É o equivalente a disparar contra o Norte", afirmou. "Temos de punir severamente os responsáveis para que isso não volte a acontecer", acrescentou. O Sul da península coreana ainda está tecnicamente em guerra com o Norte, com o qual não foi assinado nenhum tratado de paz após o conflito de 1950-1953. O anterior presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, deposto no ano passado, está simultaneamente a ser julgado por ter ordenado ilegalmente voos de drones sobre a Coreia do Norte, na esperança de provocar uma reação de Pyongyang e usá-la como pretexto para a tentativa frustrada de impor a lei marcial. O presidente Yoon foi destituído e afastado do cargo em abril de 2025, depois de tentar instaurar a lei marcial no país.
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