A escolha do elenco está a dividir opiniões, mas é uma das séries mais aguardadas do ano. O regresso a Hogwarts no próximo Natal, em mais uma adaptação “fiel” (prometem) dos livros de J.K. Rowling.
Inicialmente prevista para 2027, a estreia da primeira temporada da adaptação da HBO dos livros de J. K. Rowling foi ligeiramente antecipada para o dia 25 de dezembro deste ano. Um feliz Natal para todos os “potterheads”.
A produção chama-lhe um teaser, uma espécie de trailer mais vago e uma conhecida forma de despertar a curiosidade e criar expectativa sobre o que aí virá. E até ao final do ano de certeza que haverá mais teasers e trailers da série. Este primeiro, em jeito de apresentação, foi lançado a 25 de março, revelando as primeiras imagens em movimento da série. Aqui está:
O nome da nova série é Harry Potter e a Pedra Filosofal, título da primeira obra que J.K. Rowling escreveu sobre o jovem feiticeiro. Agora... será só o nome da primeira temporada ou irá mudando a cada ronda? É possível. Ainda não foi avançado um número de temporadas totais, apenas que será uma “adaptação fiel” dos livros da autora britânica, que são sete: Harry Potter e a Pedra Filosofal; Harry Potter e a Câmara dos Segredos; Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban; Harry Potter e o Cálice de Fogo; Harry Potter e a Ordem da Fénix; Harry Potter e o Príncipe Misterioso; e Harry Potter e os Talismãs da Morte.
No entanto, contam-se oito adaptações para longas-metragens, uma vez que o último livro foi dividido em duas partes. Por isso, muito pode acontecer numa produção em episódios. O que sabemos é que a primeira temporada terá oito.
No universo séries há um cargo que supera todos os outros: o de criador. Uma espécie de deus todo-poderoso que controla o princípio, o meio e o fim dos tempos. Neste caso, a showrunner (assim se diz em inglês) é Francesca Gardiner que também assina o argumento. Produtora de séries como Succession ou Killing Eve, continua em Harry Potter a alargar o espectro de géneros do seu corpo de trabalho, agora na fantasia.
Na realização, destaque para Mark Mylod, que no portfolio tem episódios de produções que vão de Succession a A Guerra dos Tronos. No cinema assinou O Menu, thriller satírico com Ralph Fiennes. Ambos acumulam a produção executiva da série, ao lado de J.K. Rowling.
É um exercício hercúleo o de tentar descolar as personagens dos atores que lhes deram vida nos filmes. E as novas escolhas têm gerado alguma celeuma nas redes sociais, em particular o casting do ator negro Paapa Essiedu para o papel de Severus Snape, interpretado por Alan Rickman no grande ecrã.
Para vestir a pele dos três grandes protagonistas - Harry Potter, Hermione Granger e Ron Weasley - foram escolhidos Dominic McLaughlin, Arabella Stanton e Alastair Stout, os dois últimos em estreia absoluta nos ecrãs. Dominic entrou em algumas produções estreadas o ano passado. O elenco conta ainda com a experiência de vários atores, como é o caso de John Lithgow como Albus Dumbledore, o primeiro norte-americano interpretar o personagem, após Richard Harris, Michael Gambon, Jude Law e Toby Regbo.
A ele juntam-se Janet McTeer como Minerva McGonagall, que tem a difícil missão de assumir o papel que pertenceu a Maggie Smith; ou Nick Frost como Rubeus Hagrid, interpretado nos filmes por Robbie Coltrane (1950-2022). E de regresso a Hogwarts está Warwick Davis no papel do professor Filius Flitwick. Confirmadas estão também as participações de Katherine Parkinson (como Molly Weasley), Lox Pratt (Draco Malfoy), Johnny Flynn (Lucius Malfoy), Bertie Carvel (Cornelius Fudge), Bel Powley (Petunia Dursley), Daniel Rigby (Vernon Dursley), Leo Earley (Seamus Finnigan), Alessia Leoni (Parvati Patil), Sienna Moosah (Lavender Brown), Luke Thallon (Quirinus Quirrell) e Paul Whitehouse (Argus Filch), entre muitos outros.
São as pautas do compositor John Williams, um dos grandes e atual recordista de nomeações aos Óscar, estando também associado a outras sagas, como Star Wars ou Indiana Jones. E é a sua banda-sonora que imediatamente associamos a toda a saga de filmes de Harry Potter, embora só tenha composto a dos três primeiros. Seguiram-se Patrick Doyle, Nicholas Hopper e, por fim, Alexandre Desplat, que deu música às duas últimas partes, que dividiram a meio o livro Harry Potter e os Talismãs da Morte. Todos compositores premiados.
O critério não vai ser diferente: a nova banda sonora ficou a cargo do oscarizado Hans Zimmer (O Rei Leão, Dune) e do premiado coletivo Bleeding Fingers Music, cofundado pelo próprio Zimmer, e que integra uma série de compositores dedicados ao cinema e televisão.
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