O criador André Murraças estreia, no dia 19 de fevereiro, no Teatro S. Luiz, em Lisboa, "O meu amigo Freddy Krueger", um solo escrito, interpretado e encenado pelo autor inspirado na sua própria adolescência, anunciou esta terça-feira o artista.
André Murraças acrescentou que volta a pôr "o lado 'queer'" nesta criação, cuja ação se centra num jovem dos anos 1990 que se "refugiava nos filmes de terror para fugir do mundo real".
"O 'bullying', a gordofobia e a homofobia através de um relato honesto sobre a vida nos liceus, a maldade dos outros e a dificuldade em lidar com a diferença em ambiente de escola" são temas abordados no espectáculo, frisou.
A partir da "vivência e violência pessoal", o criador vai trabalhar o tema da adolescência numa perspetiva do presente para o passado.
"Que traumas causam as crianças umas às outras" é uma das questões equacionadas no espectáculo, assim como se "pode o terror cinematográfico ser menor que o terror na vida real".
O "estranho e o diferente" da adolescência do autor, ator e encenador são postos "em contrate ou equiparação com a feiura da personagem Freddy Krueger, um monstro com a cara queimada que ataca jovens de liceu nos seus pesadelos e os mata por vingança", notou.
Em cena até 1 de março, na sala Mário Viegas do Teatro S. São Luiz, "O meu amigo Freddy Krueger" tem récitas de quarta-feira a sábado, às 19h30, e, ao domingo, às 16h00.
Além do texto, encenação e interpretação, a peça tem também cenografia, genéricos e grafismo vídeo de André Murraças.
O desenho de luz e a direção técnica são de Gi Carvalho, o vídeo, de Três Vinténs e, no apoio vocal, está Costa Campos.
Produzida pela Canário Bonacheirão, a peça tem coprodução da Direção-Geral das Artes, Alma d´Arame, do teatromosca e do S. Luiz Teatro Municipal.
"O meu amigo Freddy Krueger" e "Valentim" são dois textos de André Murraças já publicados na coleção Livrinhos do Teatro dos Artistas Unidos.