Nasceu há 100 anos e significou o muito que a arte portuguesa perdeu asfixiada pela ditadura e pelo preconceito. A obra do poeta está aí para ser (re)descoberta.
Em 1947, Mário Cesariny de Vasconcelos (1923-2006), nascido a 9 de agosto, chegou junto da casa de André Breton em Paris e leu num letreiro: “Não quero entrevistas, não quero isto, não quero aquilo.” Deixou lá um papel escrito: “Não quero entrevistas, não quero isto, não quero aquilo. Quero falar consigo.” Voltou dias depois e foi recebido pelo papa do surrealismo.