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Os Óscares estão mais femininos, mas ainda não chega

As recentes nomeações aos Óscares mostram um aumento no número de mulheres nomeadas. Ainda assim, estamos longe de uma igualdade de género e a previsão é que os discursos continuem a ser mais masculinos. Não deixa de ser frustrante esta abertura ao cinema do mundo com filmes do Brasil, Irão e Noruega não contribuir para a tão esperada redução do fosso entre homens e mulheres.

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Nomeações dos Óscares revelam um aumento de mulheres candidatas
Nomeações dos Óscares revelam um aumento de mulheres candidatas IMDB

Os Óscares ainda são um mundo de homens? A resposta é um afirmativo sim. As recentes nomeações aos Óscares mostram apenas 30 por cento das nomeações foram para o género feminino, ou seja, 74 mulheres contra uma maioria masculina. 

A questão que se impõe é pode ser lícito festejar-se o maior recorde de representatividade feminina mesmo assim? O bom senso pede para haver alguma cautela. Se é verdade que os números em torno de uma igualdade vão aumentado,  a balança continua a estar demasiado inquinada para os homens, sobretudo quando no espaço mediático há um certo empolamento com um outro feito, o de Chloe Zaho, a realizadora de Hamnet  ter entrado no restrito clube de mulheres realizadoras com mais do que uma nomeação, um clube onde apenas pertencia Jane Campion, cineasta de O Piano O Poder do Cão.  Custa a crer que depois destes anos todos este privilégio apenas tenha tocado duas cineastas. 

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