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Open House vai abrir portas a 77 espaços que alimentam Lisboa

Desde a produção à comercialização, passando pela distribuição e preparação, a edição deste ano irá abrir ao público cozinhas, algumas delas históricas, armazéns, lojas, locais de gestão de resíduos, restaurantes, mercados e hortas comunitárias com impacto na vida quotidiana e no planeamento urbano da cidade.

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Lusa 09 de maio de 2026 às 08:19
Lisboa, vista do miradouro, com a Ponte 25 de Abril e o Cristo Rei ao fundo
Lisboa, vista do miradouro, com a Ponte 25 de Abril e o Cristo Rei ao fundo João Cortesão

O Open House Lisboa vai dar acesso gratuito entre hoje e domingo a 77 espaços que contribuem para o abastecimento alimentar da capital, desde a produção à comercialização, alguns "longe dos olhares do público".

Em 15.ª edição, a iniciativa da Trienal de Arquitetura de Lisboa, sob o tema "Arquitetura e comida", tem como comissários o historiador Anísio Franco e a arquiteta Mariana Sanchez Salvador que reuniram propostas de visita de "inúmeros espaços importantes que foram ou ainda são vitais para o abastecimento dos produtos alimentares à população de Lisboa", segundo a organização.

Desde a produção à comercialização, passando pela distribuição e preparação, a edição deste ano irá abrir ao público cozinhas, algumas delas históricas, armazéns, lojas, locais de gestão de resíduos, restaurantes, mercados e hortas comunitárias com impacto na vida quotidiana e no planeamento urbano da cidade.

A adega Belém, o Aqueduto das Águas Livres -- Museu da Água, os Armazéns Abel Pereira da Fonseca, o Atelier-Museu Júlio Pomar -- antigo armazém adaptado - o supermercado Auto Palace, o Banco Alimentar, a cervejaria Browers Beato, a cantina da Cidade Universitária e a Cervejaria Trindade fazem parte dos espaços do programa.

O público terá também acesso às cozinhas e refeitórios de espaços históricos como o Convento das Trinas do Mocambo, onde está atualmente instalado o Instituto Hidrográfico, ou o Convento de São Domingos, reconvertido em Convent Square Lisbon Hotel, e os conventos do Beato e dos Cardeaes.

A iniciativa que visa divulgar o património arquitetónico da capital contará ainda com um Programa Júnior, o Programa Plus, a Coleção de Passeios Sonoros, as Visitas Acessíveis, e cinco percursos urbanos guiados por especialistas.

A cozinha do Centro de Apoio Social de São Bento, a cozinha popular da Mouraria, o Galeto, a Estufa Comunitária de Alvalade, o Martinho da Arcada, e a Fábrica dos Pastéis de Belém são outros dos espaços selecionados para comprovar que "historicamente, a comida foi central para a fundação das cidades e a sua prosperidade", sublinhou a organização durante a apresentação do evento, a 29 de abril.

Questionada na altura pela Lusa sobre o número de visitantes nas duas últimas edições, a organização indicou que foram contabilizados 18.369 em 2025, e 24.421 em 2024, "números globais que variam muito com a capacidade de entrada limitada dos espaços envolvidos em cada edição".

Conceito criado em 1992 por Victoria Thornton, a rede Open House Worldwide conta hoje com mais de 60 cidades por todo o mundo, como Porto, Londres, Osaka, Tessalónica, Zagreb ou Buenos Aires.

Em Lisboa, o Open House acontece anualmente desde 2012 numa coorganização que junta a Trienal de Arquitetura de Lisboa, presidida pelo arquiteto José Mateus, e a parceria da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural/Lisboa Cultura.

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