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"Anora" ou a decadência do romantismo

Dois mundos enlaçados mas insolúveis e uma história de amor contemporâneo. O filme, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, chega aos cinemas.

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'Anora' ou a decadência do romantismo
Tiago Neto 30 de outubro de 2024 às 22:59
Anora
Anora Augusta Quirk

A câmara percorre o espaço. Numa sequência demorada, habilmente musicada por Greatest Day, dos Take That, quatro corpos femininos ondulam no colo de outros tantos homens para quem o dinheiro promete uma noite inesquecível. É uma transação acordada, o corpo e o tempo de alguém comprados por uma quantia, troca tão antiga quanto o tempo que estivermos dispostos a recuar na História.