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Can Xue: "Volto-me para o abismo escuro da consciência"

A vanguardista chinesa Can Xue faz em ficção o que atribui ao amor: uma performance radical, sobre uma teia de aranha.

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Simone Padovani/Getty Images

Can Xue assegura que nunca baseia as suas histórias em conceitos: só em emoções. Mas que emoções? As que definem o pós-modernismo: intrincadas, nebulosas, muitas vezes em implosão? Ou as sentidas por todos os seres humanos, em todos os tempos, muitas vezes de forma romanticamente suicidária?

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