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"Onde está a poesia de Lisboa?” Rúben Alves procura-a no cinema

No seu primeiro filme de ficção sobre Portugal e a portugalidade desde "A Gaiola Dourada" (2013), o cineasta confronta a Lisboa atual e a americanização do mundo. "Santo António, o Casamenteiro de Lisboa" chega aos cinemas dia 10.

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Nascido em França, o realizador luso-francês vive agora em Lisboa
Nascido em França, o realizador luso-francês vive agora em Lisboa Duarte Roriz

Rúben Alves pediu um galão frio num café de Lisboa. Disseram-lhe que aquilo era um latte. O galão custava dois euros; o latte, cinco. “É o que você quiser, para mim é um galão, mas frio”, respondeu. A história fá-lo rir, sentado na esplanada de um quiosque, à conversa com a SÁBADO, mas serve-lhe também de diagnóstico: quando uma cidade troca o nome das coisas e aumenta o preço, talvez esteja a perder mais do que vocabulário. “Onde está a poesia de Lisboa?”, pergunta. “De repente, são as mesmas lojas, os mesmos cafés.”

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