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Receitas de música gravada em Portugal crescem 8% para quase 75 ME em 2025

No entanto, o repertório internacional representou 81% do mercado total nacional.

Lusa 05 de maio de 2026 às 20:45
A fadista Sara Correia Maria Rita

As receitas de música gravada em Portugal totalizaram os 74,7 milhões de euros em 2025, o que representa um aumento de 8% face ao período homólogo, anunciou esta terça-feira a Associação de Gestão de Direitos de Produtores Fonográficos (Audiogest).

Estes dados dizem respeito às receitas totais de vendas e direitos, que agregam vendas físicas e digitais, sincronizações e direitos relativos à comunicação pública de gravações musicais. "Trata-se de um sinal positivo para o setor e uma demonstração clara de que a música gravada continua a gerar valor, mesmo num contexto de profunda transformação dos modelos de consumo e de negócio", realça a associação.

De acordo com os dados da Audiogest, as receitas nacionais de vendas e sincronizações atingiram os 46,6 milhões de euros, um aumento de 9% face a 2024. "O digital representa agora 79% deste mercado, com o 'streaming' a representar 98,7% das receitas digitais", acrescenta, sublinhando que "as subscrições pagas continuam a assumir especial relevância", ainda que "os serviços gratuitos suportados por publicidade concentrem maior volume de consumo".

No segmento físico, a venda de CD caiu 8% no ano passado, mas o vinil "voltou a destacar-se, representando 72% das vendas de álbuns físicos e crescendo 5% em 2025".

"A cobrança de direitos de produtores e artistas totalizou os 28,1 milhões de euros, crescendo 6% face ao ano anterior", nota a associação, destacando que o crescimento reforça "o papel central dos direitos na valorização económica da música gravada e na sustentabilidade financeira de artistas, produtores e restantes intervenientes da cadeia de valor musical".

Ao longo de todo o ano passado foram registados mais de cinco mil lançamentos junto da Audiogest, sendo que 75% das quais pertencem a artistas portugueses. "Ainda assim, o repertório internacional continua dominante, representando 81% do mercado total, evidenciando a necessidade de reforçar políticas orientadas para a internacionalização, exportação e valorização estratégica da música produzida em Portugal", refere a mesma nota.

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