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Da data de estreia ao elenco: o que se sabe dos quatro filmes sobre os Beatles que Sam Mendes está a fazer

O cineasta contará a história da banda através do olhar de cada músico dos "Fab Four". Os quatro filmes estreiam com uma semana de intervalo, em abril de 2028.

Tiago Neto 12 de outubro de 2026 às 19:44
FILE - The Beatles, from left, John Lennon, George Harrison, Ringo Starr and Paul McCartney, arrive in Liverpool, England on Associated Press / AP

Hollywood passou os últimos anos a tentar aproximar as salas do ritmo do streaming. Agora, a Sony quer levar a lógica da maratona de regresso ao cinema: quatro filmes sobre os Beatles, quatro protagonistas e quatro estreias concentradas num único mês. A produtora Pippa Harris confirmou esta segunda-feira, 12 de outubro, que o projeto realizado por Sam Mendes deverá chegar aos ecrãs em abril de 2028, com uma semana de intervalo entre cada longa-metragem.

A estratégia permitirá ver um filme por semana, juntar dois no mesmo fim de semana ou construir uma maratona à medida da disponibilidade de cada espectador. As datas individuais e a ordem de lançamento ainda não foram divulgadas, tal como não existe, para já, confirmação específica para Portugal.

A intenção, explicou Harris durante o Festival de Cinema de Londres, é que os quatro títulos possam ser vistos nas salas durante o mesmo período, sem obrigar ninguém a vê-los todos no mesmo dia. Cada obra funcionará autonomamente, embora a produtora defenda que o conjunto terá “um poder cumulativo maior do que a soma das partes”, cita a publicação .

Intitulado The Beatles – A Four-Film Cinematic Event, o projeto contará a ascensão, a transformação e a separação da banda a partir de quatro perspetivas. Paul Mescal interpreta Paul McCartney, Harris Dickinson será John Lennon, Joseph Quinn assume o papel de George Harrison e Barry Keoghan dará corpo a Ringo Starr. Em vez de eleger uma figura central, Sam Mendes pretende mostrar como as versões individuais se cruzam, contradizem e completam dentro da mesma história.

A ideia nasceu da dificuldade em comprimir a dimensão dos Beatles num filme biográfico convencional. Mendes, realizador de Beleza Americana, Skyfall e 1917, considerou que a história era demasiado extensa para um único filme, mas também não funcionaria como série televisiva. A solução foi criar aquilo que a Sony apresentou como a primeira “experiência cinematográfica compulsiva”: quatro obras interligadas que exigem outras tantas deslocações às salas. “Precisamos de grandes acontecimentos cinematográficos para tirar as pessoas de casa”, afirmou o realizador quando revelou o elenco na conferência CinemaCon de 2025.

É também a primeira vez que Paul McCartney, Ringo Starr e as famílias de John Lennon e George Harrison concedem os direitos integrais das histórias pessoais e da música do grupo a uma produção de ficção. Os argumentos estão entregues a Jez Butterworth, Peter Straughan e Jack Thorne, autores com trabalho no cinema, na televisão e no teatro, embora ainda não seja conhecido o modo como dividiram os quatro filmes.

O elenco inclui ainda Saoirse Ronan como Linda McCartney, Anna Sawai como Yoko Ono, Aimee Lou Wood como Pattie Boyd, Mia McKenna-Bruce como Maureen Starkey, Morfydd Clark como Cynthia Lennon, James Norton como o empresário Brian Epstein e Harry Lloyd como o produtor George Martin. A escolha das personagens sugere que a narrativa não ficará limitada ao palco e ao estúdio, abrindo espaço para as relações pessoais, as tensões internas e as pessoas que acompanharam a banda durante a década em que mudou a música popular.

As filmagens já ultrapassaram os 180 dias e deverão continuar, segundo a produção. Em agosto, os quatro atores foram vistos a recriar a capa de Abbey Road na célebre passadeira londrina, dando uma primeira imagem pública da transformação.

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