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Carmen Wills: “Havia falta de insulina, mas um vizinho aviador trazia-ma dos EUA”

Lucília Galha
Lucília Galha 11 de fevereiro de 2026 às 23:00

Recebeu o diagnóstico de diabetes tipo 1 em 1950, quando ainda se fervia a urina em tubos de ensaio para medir a glicose. Deram-lhe apenas uma década de vida, mas já completou 75 anos com a doença.

Embora a conversa por Zoom tenha sido agendada com a filha mais nova através do WhatsApp, no dia da entrevista, quando a janela do vídeo se ligou, quem apareceu de auscultadores em frente à câmara do computador foi Carmen H. Wills. A antiga professora do Ensino Básico, de 95 anos (acabados de fazer, no dia 8 de fevereiro) não precisou de qualquer auxílio da filha “caçula” - com quem vive. Não é só a idade que impressiona na sua desenvoltura: Carmen é a primeira pessoa no Brasil a completar 75 anos com o diagnóstico de diabetes tipo 1, uma conquista histórica pela qual recebeu uma medalha (que mostrou à SÁBADO durante a entrevista), e também uma das doentes com maior longevidade em todo o mundo. Mais: sobreviveu a um cancro da mama aos 60 anos, conduziu até aos 93 e os únicos problemas que tem são da velhice.

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