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Diretores dos museus nacionais atentos: onda de assaltos deixa obras de arte sob ameaça

As notícias acerca de roubos de peças valiosas em museus não param de surgir. Por enquanto, Portugal está fora da mira dos assaltantes. Mas, e se for por cá?

Em 2015, a caça ilegal de rinocerontes atingiu um um pico histórico - foram caçados cerca de 1300 animais no continente africano -, o que contribuiu, em parte, para o risco de desaparecimento que a espécie enfrenta. A prática deve-se sobretudo ao valor elevado dos chifres no mercado clandestino e não se refletiu apenas na caça. Esteve também na origem de furtos em museus e outras instituições que albergam coleções com este material. “Houve uma altura em que todas as peças de chifres estiveram em perigo”, faz notar Maria de Jesus Monge, diretora do Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa. Um desses casos aconteceu em Portugal, em 2011, no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, de onde foram roubados dois exemplares históricos do século XVIII.

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