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Nobel da Economia vai para Robert E. Hall e Michael Woodford

Prémio foi entregue pelo seu trabalho que permite melhorar "a nossa capacidade de implementar políticas de estabilização eficazes".

O Nobel da Economia foi atribuído a Robert E. Hall e Michael Woodford. Era o último Nobel que faltava ser entregue este ano. O Comité refere que os laureados desenvolveram novos modelos macroeconómicos que "melhoraram significativamente a nossa capacidade de implementar políticas de estabilização eficazes".

Prémio Nobel
Prémio Nobel DR

O Prémio Sveriges Riksbank de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel deste ano foi assim atribuído a dois economistas norte-americanos, das Universidades de Stanford e Columbia. Com base nestes modelos, "medidas de política fiscal e monetária oportunas podem reduzir os altos e baixos da economia", informa ainda o comité.

“O trabalho dos laureados proporcionou-nos uma base teórica sólida para os modelos que agora são usados por bancos centrais e governos em todo o mundo. Com eles, estamos mais bem preparados para lidar com choques na economia, como crises energéticas ou mudanças repentinas no consumo das famílias”, disse John Hassler, presidente do Comité do Prémio, citado em comunicado.

Robert E. Hall, de 83 anos, nasceu em Palo Alto, Califórnia, EUA e é atualmente professor na Universidade de Stanford, na Califórnia.

Michael Woodford, nascido em 1955 em Chicopee, Massachusetts, EUA, é professor na Universidade Columbia, em Nova Iorque.

O prémio de economia foi criado em 1968 pelo banco central da Suécia, é formalmente conhecido como o Prémio do Banco da Suécia em Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel e é o último Nobel a ser conhecido, depois do anúncio dos vencedores nas categorias de Medicina, Física, Química, Literatura e Paz.

Os Prémios Nobel, que serão entregues em dezembro, representam um prémio em dinheiro de 12 milhões de coroas suecas (aproximadamente um milhão de euros).

Os vencedores recebem também uma medalha de ouro e um diploma nas cerimónias de entrega dos prémios, em dezembro, em Oslo e Estocolmo.

No ano passado, o Nobel da Economia foi atribuído a Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt por terem explicado o crescimento económico impulsionado pela inovação.

A Fundação Nobel aumentou em 9% o valor monetário dos prémios atribuídos este ano, passando cada galardão a valer 12 milhões de coroas suecas, cerca de 1,22 milhões de dólares (1,04 milhões de euros).