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Valor médio da pensão paga pela CGA aumenta 57 euros em 2025

Lusa 28 de maio de 2026 às 16:06

O número de reformados da CGA registou um aumento médio de 7.163 beneficiários entre 2024 e 2025.

O valor médio mensal das pensões de aposentação e reforma pagas pela Caixa Geral de Aposentações (CGA) subiu 57 euros em 2025, face ao período homólogo, para 1.649 euros, à boleia "sobretudo da atualização das pensões", segundo o CFP.

Sérgio Lemos / Correio da Manhã

Os dados constam do relatório de análise à evolução orçamental da Segurança Social e da CGA, publicado hoje pela entidade liderada por Nazaré da Costa Cabral.

Segundo o Conselho de Finanças Públicas(CFP), a despesa efetiva da CGA totalizou os 13.030 milhões de euros em 2025, um aumento de 633 milhões de euros face ao ano anterior, sendo este acréscimo deveu-se sobretudo pelo "aumento da despesa com pensões e abonos da responsabilidade da própria CGA (+534 ME)".

No ano passado, o número de reformados da CGA registou um aumento médio de 7.163 beneficiários entre 2024 e 2025.

"Esta evolução resulta do aumento de 9.267 pensões por "velhice e outros motivos", parcialmente compensado pela redução de 2.104 pensões de invalidez", refere o relatório.

De acordo com o CFP, no ano passado, "o número médio de pensões de "velhice e outros motivos" (437.415) foi o mais elevado dos últimos cinco anos, e o número médio de pensões de invalidez (61.936) o mais baixo".

Os dados revelam ainda que o valor médio mensal das pensões de aposentação e reforma pagas pela CGA subiram 3,6% entre 2024 e 2025, passando de 1.592 euros em 2024 para 1.649 euros no ano seguinte, "decorrente sobretudo da atualização das pensões em 2025".

"Em 2025, a despesa decorrente da atribuição de novas pensões (excluindo as de "sobrevivência e outros") diminuiu ligeiramente face ao ano anterior", com a despesa a totalizar os 38,3 ME "menos 0,6 ME do que em 2024",.

Esta redução "resultou do decréscimo da despesa com novas pensões de "velhice e outros motivos" (- 0,7 ME), parcialmente compensado pelo ligeiro aumento da despesa com novas pensões de invalidez (+0,1 ME)", acrescenta o CFP, notando ainda que no ano passado "foram atribuídas 21.769 novas pensões de aposentação e reforma, menos 912 (-4%) do que no ano anterior".

Sendo a CGA um sistema fechado a novas inscrições desde 01 de janeiro de 2006 (o que significa que os funcionários públicos admitidos a partir daquela data passaram a ser inscritos e a descontar para a Segurança Social), o rácio entre subscritores no ativo e reformados da CGA voltou a agravar-se em 2025, fixando-se em 0,70 no final do ano (contra 0,73 em 2024).

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