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Trinta anos após a estreia os tamagotchis continuam a conquistar novos fãs

Lusa 08 de janeiro de 2026 às 07:28

Empresa japonesa apresentou a evolução do brinquedo que fez sucesso na década de 90.

O brinquedo eletrónico japonês Tamagochi fez sucesso nos pátios das escolas na década de 1990 e agora, quando celebra o 30.º aniversário, estes animais virtuais continuam a cativar jovens que procuram diversões retro e pais nostálgicos.
Tamagochi fez sucesso nos anos 90 AP
Mais de 100 milhões destes ovos de plástico com ecrãs - animais virtuais que precisam de ser alimentados e cuidados, ou definham - foram vendidos em todo o mundo desde o seu lançamento, segundo a fabricante, Bandai Namco. Numa exposição especial inaugurada na quarta-feira em Tóquio, a empresa japonesa apresentou a evolução do Tamagotchi, desde as personagens pixelizadas a preto e branco até aos ecrãs a cores com ligação Wi-Fi, além de expandir a sua linha de produtos relacionados. Presos a porta-chaves, os tamagotchis, cujo nome é uma junção das palavras japonesas para "ovo" e "relógio", tornaram-se populares como acessório de moda entre os jovens nos últimos anos, segundo a Bandai, que os vende em cerca de 50 países. Embora as vendas tenham caído alguns anos após o seu lançamento, estão agora a sofrer um ressurgimento. As vendas de produtos Tamagotchi, excluindo videojogos, aumentaram aproximadamente sete vezes nos cinco anos desde 2019, afirma a empresa, cuja 37.ª versão do brinquedo foi lançada no verão passado. E em 2025, o prestigiado retalhista britânico de brinquedos Hamleys incluiu o Tamagotchi na sua lista dos 100 melhores brinquedos de sempre, ao lado do Lego e do Cubo de Rubik. Yumeho Akita, de 25 anos, contou à agência France-Presse (AFP) que guarda boas recordações do Tamagotchi que criou durante vários meses durante a infância. "Queria muito um, e finalmente consegui. Então, mimava-o, cuidava muito bem dele", recordou a japonesa com carinho. Alguns pais dizem que querem que os seus filhos tenham a mesma experiência. Justin Piasecki, um argumentista norte-americano de férias no Japão, contou que comprou recentemente tamagotchis para as suas duas filhas, de quatro e seis anos, para o Natal. "É realmente nostálgico e giro. Tem um pouco daquela estética 'fofinha' dos anos 2000", sorriu Rafaela Miranda Freire, uma turista brasileira de 15 anos que visitava a capital japonesa com a mãe. Ao entrar na exposição de Tóquio por um ovo branco gigante, os visitantes podem descobrir diversos dispositivos para tirar fotografias de recordação e uma sala retrospetiva histórica onde podem experimentar alguns dos dezenas de modelos diferentes lançados ao longo dos anos. Quase metade das vendas de Tamagotchi foram no Japão, 33% no continente americano, mas apenas 2% noutros países da Ásia-Pacífico, segundo a Bandai Namco. Os primeiros tamagotchis desencadearam uma enorme febre no Japão, com filas intermináveis e escassez diária de 'stock', um frenesim que posteriormente se alastrou a outros países. Numa época em que a eletrónica de consumo era ainda rara, este brinquedo, considerado revolucionário, destacava-se pela sua natureza viciante, ao ponto de ser, por vezes, proibido nas salas de aula.
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