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Quem é John Ternus, o novo CEO da Apple?

Gabriela Ângelo 21 de abril de 2026 às 13:00

O novo CEO de uma das empresas tecnológicas mais rentáveis do mundo enfrenta outros desafios, nomeadamente o desenvolvimento de ferramentas de IA e a implementação nos seus produtos. Durante a gestão de Tim Cook o lucro anual Apple quadruplicou, atingindo mais de 110 mil milhões de dólares, enquanto o valor de mercado atingiu os 4 biliões de dólares.

A Apple anunciou esta segunda-feira John Ternus como o novo CEO da empresa tecnológica, sucedendo a Tim Cook, que esteve na liderança durante cerca de 15 anos e passará a ocupar a presidência executiva do conselho de administração. 

John Ternus, o novo CEO da Apple AP

O mandato de Ternus como CEO terá início a 1 de setembro. Até lá Cook permanecerá como diretor executivo para agilizar a transição, após a qual “auxiliará em certos aspetos da empresa, incluindo o envolvimento com decisores políticos em todo o mundo”, segundo um comunicado publicado no

Em janeiro, o jornal norte-americano noticiou que a Apple tinha começado há cerca de um ano a planear a saída de Tim Cook, que afirmou aos altos executivos da empresa sentir-se cansado, pretendendo reduzir a carga de trabalho. 

De engenheiro a CEO

John Ternus tem 50 anos, a mesma idade que Tim Cook tinha quando assumiu o lugar de Steve Jobs em 2011. Tal como Cook, Ternus é conhecido pela atenção aos detalhes e pelo conhecimento da rede de fornecedores da Apple, segundo o The New York Times. O engenheiro começou a trabalhar na Apple em 2001 e assumiu o cargo de vice-presidente de engenharia de hardware em 2013, tornando-se chefe do departamento em 2021. 

Uma das suas conquistas mais notáveis é o desenvolvimento e a criação dos chips da Apple para a linha de computadores Mac, substituindo os chips da Intel em 2020, e o lançamento do iPhone Air no ano passado. Recentemente tem estado envolvido em testes de telemóveis dobráveis da Apple. 

Alguns dos produtos que ajudou a desenvolver incluem o Apple Watch e os auscultadores AirPods, que se tornaram importantes produtos da marca. Já o headset de realidade virtual Vision Pro não obteve o mesmo sucesso. 

Um natural da Califórnia, John Ternus formou-se em engenharia mecânica na Universidade da Pensilvânia onde integrou a equipa universitária de natação. No seu projeto final criou um dispositivo que permitia aos tetraplégicos controlar um braço mecânico de alimentação através de movimentos de cabeça. 

Nos quatros anos seguintes à licenciatura em 1997, ajudou a desenvolver headsets e outros produtos numa startup de realidade virtual. Pouco tempo depois juntou-se à Apple, onde trabalhou inicialmente em ecrãs para os computadores Mac e em quatro anos foi promovido a líder da equipa de engenharia de hardware para os Macs. 

Uma nova fase 

A Apple entra assim numa nova fase e, embora já tenha passado anos desde o êxito do iPhone e do iPad, teve muitos outros sucessos sob a gestão de Tim Cook, continuando a ser uma das empresas mais rentáveis do mundo. Mas enfrenta novos desafios, nomeadamente as mudanças frequentes de tarifas por parte da administração Trump relativamente à China, sendo uma empresa que depende da produção chinesa de peças. 

Os planos da Apple no que diz respeito à Inteligência Artificial também são uma incógnita. Ao passo que outros gigantes tecnológicos têm vindo a investir milhares de milhões de euros no desenvolvimento de ferramentas de IA, a Apple manteve-se à margem. Isto apesar de no início deste ano ter recorrido à Google, uma das pioneiras na corrida da IA, para obter ajuda na transformação da assistente virtual, Siri, tornando-a mais versátil.  

Ternus terá agora de tentar manter a rentabilidade da Apple em alta. Durante a gestão de Tim Cook o lucro anual da Apple quadruplicou, atingindo mais de 110 mil milhões de dólares, enquanto o seu valor de mercado aumentou mais de dez vezes, atingindo 4 biliões de dólares.

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