Espanhóis regressaram aos títulos, 10 anos depois.
A seleção portuguesa de futsal viu este sábado terminado o sonho do tricampeonato europeu de futsal, ao perder por 5-3 numa final diante da Espanha, que regressou aos títulos 10 anos depois e reforçou o recorde, com oito.
Portugal cedeu na final do Europeu diante da EspanhaFPF
Na Arena Stozice, em Liubliana, um 'hat-trick' de António Pérez, aos dois, 20 e 36 minutos, e tentos de José Raya, aos três, e Adolfo, aos 40, consolidaram o triunfo espanhol, face aos golos de Afonso Jesus, aos cinco, Rúben Góis, aos sete, e Pauleta, aos 30.
Os comandados de Jorge Braz falharam a revalidação dos títulos das edições de 2018 e 2022, enquanto a Espanha, que já era a recordista destacada, soma agora oito, depois de também ter triunfado nas edições de 1996, 2001, 2005, 2007, 2010, 2012 e 2016.
Praticamente nas duas primeiras vezes em que se aproximou da baliza de Bernardo Paçó, o conjunto espanhol 'cavou' uma boa vantagem: numa grande jogada, Pablo Ramírez enganou a defesa portuguesa e entregou para o 'disparo' de Antonio Pérez.
Em vantagem aos dois minutos, a Espanha voltou a marcar no minuto seguinte, a aproveitar um erro defensivo dos lusos, que perderam a bola no seu meio-campo e, apenas com Lúcio a defender, José Raya fez o segundo tento, sem dificuldades.
Contudo, a reação de Portugal foi perfeita e, aos cinco, uma insistência de Diogo Santos pela direita deu frutos, ao entregar a um Afonso Jesus solto de marcação, graças a uma queda de um jogador espanhol, para dar ânimo ao início frenético.
A equipa das 'quinas' não se ficou por aí e empatou mesmo o encontro, aos sete, para o delírio das algumas centenas de adeptos lusos, através de uma fantástica execução individual de Rúben Góis, a girar sobre o oponente e a rematar potente.
Reposta rapidamente a igualdade, a 'fonte' dos golos secou por longos minutos de uma primeira parte 'quentinha', com as duas equipas num jogo estratégico muito forte, mas sendo Portugal prejudicado pelas faltas, acabando por cometer a sexta.
Numa alegada cotovelada de Erick em Pablo Ramírez, que, segundos antes, tinha ficado perto do golo, a Espanha alcançou o 3-2 em cima do intervalo, num livre de 10 metros de Antonio Pérez, aos 20, que Edu defendeu, mas a bola foi 'caprichosamente' para a baliza.
Já na segunda parte, a Espanha falhou de forma inacreditável o quarto golo, aos 22 e 25, com os postes a 'salvarem' Portugal, que, com isso, voltou a empatar, aos 30, com um grande golo de Pauleta, a receber de Pany Varela e a atirar bem colocado.
Voltaram à carga os espanhóis, com vários lances de 'sufoco' na área portuguesa, e mais uma vez o poste voltou a ser um 'sexto jogador' luso, aos 35, mas bastou só mais um minuto para Antonio Pérez completar o 'hat-trick', num passe de Cecilio.
Um fantástico remate de Mario Rivillos contabilizou quatro bolas no poste para a seleção espanhola, a anteceder o '5x4' de Portugal, com dois minutos por se jogar, mas foi Adolfo a aproveitar para sentenciar a partida, a quatro segundos do final.
Jogo realizado na Arena Stozice, em Liubliana.
Portugal -- Espanha, 3-5.Ao intervalo: 2-3.
Marcadores:
0-1, Antonio Pérez, 02 minutos.
0-2, José Raya, 03.
1-2, Afonso Jesus, 05.
2-2, Rúben Góis, 07.
2-3, Antonio Pérez, 20.
3-3, Pauleta, 30.
3-4, Antonio Pérez, 36.
3-5, Adolfo, 40.
Equipas:Portugal: Bernardo Paçó, Tomás Paçó, Bruno Coelho, Pany Varela e Erick. Jogaram ainda Lúcio, Diogo Santos, Afonso Jesus, Kutchy, André Coelho, Tiago Brito, Rúben Góis, Pauleta e Edu.
Selecionador: Jorge Braz.
Espanha: Didac Plana, Antonio Pérez, Mellado, Francisco Cortés e Pablo Ramírez. Jogaram ainda Adolfo, Mario Rivillos, Cecilio, José Raya, Ricardo Mayor, Adrián Rivera, Jesús Gordillo e David Novoa.
Selecionador: Jesús Velasco.
Árbitros: Dejan Veselic (Eslovénia) e Nicola Manzione (Itália).
Ação disciplinar: Cartão amarelo para Cecilio (16), Rúben Góis (16), Erick (20), Mario Rivillos (23) e Diogo Santos (40).
Assistência: 8.126 espetadores.