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Jorge Jesus apresentado como selecionador nacional: "Vou ser o treinador de 11 milhões"

Isabel Dantas 10 de julho de 2026 às 15:02

Treinador sucede a Roberto Martínez ao leme da equipa das quinas.

Jorge Jesus foi a esta sexta-feira apresentado como selecionador nacional. O treinador português sucede a Roberto Martínez, depois de Portugal não ter conseguido ir além dos oitavos de final do Mundial de 2026. Numa sala cheia de jornalistas, na Cidade do Futebol, JJ não escondeu o "orgulho de ser português". 

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Jorge Jesus apresentado na Cidade do Futebol
Foto: AP
Jorge Jesus
Foto: CMTV
Jorge Jesus é o novo selecionador nacional
Foto: EPA

"Quero agradecer ao presidente por me dar a oportunidade de treinar uma das melhores seleções do mundo. Hoje a minha apresentação é formal e todos querem saber como vamos jogar. Viemos para vencer e, com a qualidade que temos, acreditamos que podemos valorizar os jogadores e, neste caso, a Seleção. Tenho a oportunidade de treinar uma das melhores seleções do mundo e ainda por cima a minha Seleção. Sou um orgulhoso português e agora vou ser o treinador de 11 milhões", começou por dizer o técnico, de 71 anos.

"Os portugueses têm-me enchido de orgulho no Mundial... não desportivamente, porque caso contrário não estaria aqui. Viemos para vencer. Sempre fui um treinador muito para lá do campo e chego a uma casa que não conheço. Tenho a sorte de ter cá Lourenço Coelho, que trabalhou comigo durante 6 anos no Benfica. Agora os dados estão lançados e queremos começar a vencer já em setembro, contra o País de Gales", prosseguiu.

A questão da continuidade de Cristiano Ronaldo foi naturalmente abordada e Jesus lembrou que conhece bem avançado, de 41 anos, com quem trabalhou na época passada no Al Nassr. "Ainda não falei como Cris, mas ele nunca vai ser um problema para a Seleção nem para mim. O que ele é como jogador e a polémica que houve à sua volta... Cada um pensa como quiser. O Cris quando tiver de tomar alguma decisão... Vou naturalmente falar com ele. É um símbolo do futebol português, da Seleção e de Portugal. Vai ficar sempre na história. Tive o grande prazer de trabalhar com ele este último ano. E é fácil. Desde que ele perceba onde pode chegar e eu entenda onde ele pode chegar. Mas será sempre ele a decidir o que quer fazer. Sei que quer continuar a jogar no Al Nassr, mas a partir do momento em que esteja a jogar, e tenha condições para ser selecionador fa-lo-ei, dentro daquilo eu achar que são os melhores para Seleção." 

E deixou ainda um lembrete sobre Ronaldo. "Fez 31 jogos em 50 no ano passado no Al Nassr, substitui-o 16 vezes e nunca houve problemas."

Jorge Jesus não vê, por outro lado, necessidade de fazer uma renovação na equipa nacional. "Tenho uma grande vantagem aqui porque dos convocados para o Mundial, 12 já trabalharam comigo. Se perguntasse aqui na sala qual seria a melhor seleção, haveria 10 respostas diferentes. Há muita qualidade. Portugal tem muita qualidade na formação e agora irei acompanhar e estar mais inserido. Mas o que interessa é o presente e se me perguntarem se é preciso uma remodelação, não. Só há seis jogadores acima dos 30 e dois são guarda-redes. A média de idades é de 28 anos. É uma equipa jovem e não é por aí que haverá problemas".

Bernardo "era um menino"

Jorge Jesus garantiu também que o problema que teve com Bernardo Silva, no tempo em que o médio jogava no Benfica, está completamente ultrapassado. "O Bernardo em 2013 era um menino que estava a começar os primeiros passos. Era um menino, confiava muito nele e queria ser jogador. Foi mais o que se falou do que aquilo aconteceu num treino. Falou-se que eu queria pô-lo a lateral esquerdo. Aliás, o Djuricic lesionou-se e eu ia colocá-lo naquela posição. O Pep (Guardiola) também o colocou lá mais tarde. Mas não há problema nenhum", assegurou.

O nome de Pepe, por outro lado, chegou a ser avançado como possível adjunto de Jesus na Seleção e, embora garanta nunca ter falado com o ex-central, o treinador não esconde que é um nome que agrada. "A minha equipa técnica vai ser... minha. Nunca falei com o Pepe, mas se é um nome que me poderia agradar... É. Porquê? Porque quando cheguei a outros clubes, como no Benfica, fui buscar o Luisão. Na Arábia Saudita também fui buscar ex-jogadores para a minha equipa. Mas o Pepe lá sabe se ainda quer abraçar outros projetos. Virão outros nomes ou não... Porque há outros elementos do tempo de Martínez".

Proença deu as boas-vindas

Pedro Proença, o presidente da Federação, que abriu a conferência de imprensa, deu as boas-vindas ao técnico. "Hoje iniciamos uma nova era na FPF, da dimensão do nosso talento. Hoje apresentamos o novo selecionador no dia em que se cumprem 10 anos da conquista do Euro", referiu o líder federativo, que definiu Jesus como "um treinador exigente e um dos melhores da nossa história, habituado a jogar para ganhar." "Querido Jorge, hoje regressas a Portugal pela porta grande, numa das melhores seleções do mundo", acrescentou.

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