“Somos geridos por amadores. É a história da nossa democracia”

“Somos geridos por amadores. É a história da nossa democracia”
Vanda Marques 07 de março de 2021

João Luís Barreto Guimarães é poeta e médico ou médico e poeta, conforme os dias. Com 53 anos, 15 livros editados, recebeu o prémio Willow Run Poetry Book, uma distinção atribuída pela primeira vez a um autor de origem não americana.

Usa a ironia como ferramenta, diz que é uma linguagem de resistência. Gosta de escrever em cafés – mas o confinamento tirou-lhe esse prazer. Restam-lhe os cafés do hospital. Médico no Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho, gosta de se sentar junto das mesas dos familiares dos doentes para observar. João Luís Barreto Guimarães conta que precisa que a vida lhe aconteça para escrever. "Sou cirurgião, trabalho com as mãos, tudo para mim é muito concreto: escrevo palavras, toco em cadernos, livros, canetas. Vejo e registo. Sou muito pouco hermético." Estreou-se na poesia em 1989, desde então tornou-se um dos nomes mais premiados e reconhecidos. O seu livro mais recente é Movimento, da editora Quetzal.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Para activar o código da revista, clique aqui
Investigação
Opinião Ver mais